Cafeicultores optam por asfalto para secar grãos em MG

O asfalto, que é espalhado frio, custa um quarto do preço da superfície de concreto

REUTERS

02 de julho de 2008 | 17h12

Os produtores dePoços de Caldas, na principal região cafeeira do Brasil, estãocobrindo seus terreiros com asfalto para secar os grãos de cafémais rápido e melhorar a qualidade, afirmou um agrônomo local. "A demanda por isso está crescendo. O produtor ganha com otempo de secagem, a cor preta retém mais calor", disse MarcosTadeu, que trabalha com desenvolvido econômico para autoridadesde Poços de Calda. O asfalto, que é espalhado frio, custa um quarto do preçoda superfície de concreto e seu uso pode reduzir o temponecessário para secar os grãos de 15 dias para 10 a 12 dias, deacordo com o tempo. Há quatro anos a prefeitura de Poços de Caldas passou adisponibilizar seus funcionários para que façam a cobertura deasfalto nos terreiros dos produtores. Neste ano e em 2007 elesfizeram 20 mil metros quadrados de cobertura. Diferente do asfalto comum, que pode manchar o produto eprejudicar seu sabor, Tadeu disse que o tipo frio --que éespalhado na forma líquida e endurece em cerca de uma hora--não contamina os grãos. "O café que secou no asfalto no ano passado ganhou oprimeiro prêmio em uma competição de qualidade em MinasGerais", disse ele, explicando que o custo é de cerca de 5reais por metro quadrado, ante 20 reais para o concreto. Oasfalto, entretanto, tem uma vida útil mais curta. (Por Peter Murphy)

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