Caged de dezembro deve indicar 300 mil demissões, diz Lupi

Segundo ministro do Trabalho, 2009 deve fechar com a geração de cerca de 1 milhão de empregos

Anne Warth, da Agência Estado,

12 Janeiro 2010 | 15h48

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta terça-feira, 12, que o saldo entre contratações e demissões registradas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no País em dezembro deve ficar negativo em mais de 300 mil empregos. Com este resultado, o ano de 2009 deve encerrar com saldo positivo de 1 milhão de empregos, um pouco menos que a previsão anterior do ministro (de 1,1 milhão a 1,15 milhão).

 

"Devemos gerar em 2009 em torno de 1 milhão de empregos, um pouquinho mais, um pouquinho menos. Como tivemos muita contratação temporária em outubro e novembro, então há uma grande perda em dezembro, que será de mais de 300 mil, pelos números preliminares que eu tenho do mês de dezembro", afirmou, durante encontro com a diretoria do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

 

Lupi voltou a dizer que o País deve encerrar o ano de 2010 com a geração de 2 milhões de postos de trabalho. "Vamos viver o melhor ano do governo Lula em geração de empregos, um recorde na história do País", disse.

 

Minha Casa, Minha Vida

 

O ministro descartou atender às reivindicações apresentadas pelo Creci-SP, que pediu a inclusão de imóveis usados no programa Minha Casa, Minha Vida. "O financiamento de imóveis usados com recursos do FGTS já existe, não no Minha Casa, Minha Vida, que é um programa especial, já amarrado, fechado e que está sendo executado. Não há como alterar", afirmou.

 

Mesmo diante da negativa do ministro, o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, reivindicou que o governo viabilize para os imóveis usados algumas condições que o programa Minha Casa, Minha Vida proporciona aos trabalhadores para a compra de imóveis novos, tais como o redução nas taxas de cartório, juros menores para o financiamento e isenção de seguro. Ele citou dados do Ministério das Cidades segundo os quais há 4,5 milhões de imóveis vagos no País. O objetivo, segundo ele, é atender a população com renda entre até 3 salários mínimos, faixa que tem dificuldades para encontrar imóveis novos que se encaixem nos critérios do programa.

 

"Se não conseguimos resolver o problema habitacional com imóveis novos, não podemos ficar presos a eles e deixar as pessoas sem imóveis, principalmente se há recursos para financiamento e imóveis usados com preços que se encaixam no programa."

 

O Creci-SP pediu também que o governo estenda a possibilidade de financiar imóveis com recursos do FGTS em municípios a até 120 km de distância da cidade em que mora o trabalhador e o aumento de R$ 20.000,00 no limite do valor do imóvel a ser financiado.

 

Lupi disse que os valores já foram ampliados na última reunião do Conselho do FGTS. Em relação à reivindicação sobre a localização do imóvel, o ministro disse ser favorável. "É uma iniciativa interessante e vou colocar para o conselho examinar. Se depender de mim, irá aprovar."

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