Ed Ferreira/Estadão
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Brasil fechou vagas de emprego em julho, diz ministro do Trabalho

Manoel Dias afirma que o fechamento de postos de trabalho em julho foi semelhante ao registrado em junho, quando o País perdeu mais de 111 mil vagas de emprego com carteira assinada

Álvaro Campos, O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 09h33

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, que será divulgado nesta tarde, deve mostrar novamente fechamento de vagas. Questionado se poderia ficar perto de junho, quando houve a eliminação de mais de 111 mil postos de trabalho, o ministro disse que deve ser algo "em torno disso", mas comentou que ainda não tinha visto os números finais.

Segundo levantamento do AE Projeções, da Agência Estado, as previsões dos analistas apontam para fechamento de 82.200 a 140.000 postos de trabalho, com mediana negativa de 111.300 vagas.

Dias também não quis projetar se o saldo do Caged este ano será positivo ou negativo, mas afirmou que tradicionalmente há uma melhora no segundo semestre, incluindo em setores como a construção civil. Nos primeiros seis meses do ano, o total de postos fechados é de 345.417. 

Em relação à taxa de desemprego divulgada pelo IBGE - que subiu para 7,5% e ficou acima das previsões mais pessimistas - o ministro disse que tem gente que torce até para um desemprego de 100%. "Mas isso não vai ocorrer. O País está tomando as medidas necessárias, o governo tem retomado os investimentos", afirmou, acrescentando que a economia está sendo afetada por uma crise política. 

O ministro comentou ainda que os resultados iniciais do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) são promissores, com duas empresas já tendo aprovado os acordos coletivos específicos com os sindicatos. "Devemos assinar os dois primeiros contratos na próxima semana, no setor de autopeças. Temos mais 20 em andamento e muitas outras empresas estão buscando informações", comentou.

Segundo ele, muitas empresas não estão solicitando o limite máximo de 30% de redução nos salários e na carga horária, o que mostraria confiança de que a situação deve melhorar em um espaço relativamente curto de tempo. 

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