Cai demanda por açúcar no mercado físico

A demanda por açúcar no mercado físico diminuiu nesta semana com os negócios prejudicados pelo Ramadã, mês de jejum para os muçulmanos, e com os traders antecipando o crescimento do excedente do adoçante devido ao início de novas colheitas nos próximos meses.

DAVID BROUGH, Reuters

27 de julho de 2012 | 14h16

Traders cotaram o açúcar VHP do Brasil no mercado físico a 10 pontos sobre o contrato outubro do açúcar bruto na ICE, abaixo dos 30 a 35 pontos sobre o contrato futuro registrados na semana passada.

"A demanda no mercado físico caiu. Nós estamos entrando num período de excedentes", disse um trader de açúcar no mercado físico, se referindo às colheitas no hemisfério norte nos próximos meses como contribuindo para o excedente global.

"O Ramadã tradicionalmente é um período muito quieto", afirmou o trader, acrescentando que as compras para o mês de jejum dos muçulmanos já foram encerradas. O Ramadã é celebrado entre 20 de julho e 18 de agosto.

O clima adverso no Brasil e na Índia, os dois maiores produtores, contribuíram para a altas dos preços no mercado futuro, que atingiram a máxima dos últimos três meses no início deste mês, mas a melhoria do clima nestas regiões iniciou uma semana de vendas.

O contrato outubro do açúcar bruto na ICE estava em queda de 0,40 por cento, ou 0,09 centavos, cotado a 22,41 centavos por libra-peso às 13h51 desta sexta-feira, depois de ter atingido o pico em três meses na segunda-feira.

Negociadores falavam de prováveis "wash-outs" realizados pela China, ou retorno de produtos ao mercado, realizando lucros depois de pesadas compras de açúcar brasileiro este ano.

"Houve relatos na semana passada que quatro navios, ou 200 mil toneladas, foram desviados pelos chineses para entrega em agosto, portanto nem todo o açúcar destinado para a China vai acabar chegando lá", disse um corretor europeu.

Os corretores disseram que esperavam que os próximos dados sobre a colheita brasileira de cana mostrassem uma intensa atividade de moagem na segunda quinzena de julho, com o tempo mais seco favorecendo a colheita.

A moagem de cana na região centro-sul do Brasil ganhou ritmo na primeira quinzena de julho e reduziu o atraso na comparação com o mesmo período do ano passado, mostrou levantamento divulgado na quarta-feira pela associação das indústrias.

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