Cai intenção de compra do consumidor em julho

O receio de aumento do desemprego está interferindo na intenção de consumo da região metropolitana de São Paulo. Mais da metade da população (54,44%) não tem planos de fazer compras nos próximos 60 dias, revelou a pesquisa do Índice de Intenção do Consumidor (IIC) de julho feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Em junho, este porcentual era de 45,1%. O desemprego assumiu maior importância neste mês e foi apontado como principal preocupação por 27,8% das pessoas entrevistadas pela pesquisa, contra 25,4% da pesquisa anterior. Nas famílias com renda de até 5 salários mínimos, o fator teve ainda mais influência, sendo citado por 29,93% dos entrevistados.Com isto, o IIC registrou uma queda de 4,95%. Medido em uma escala de 0 a 200, o índice ficou em 104,4 pontos, contra 109,83 de junho, o que mostra uma reversão do humor do consumidor. Em junho, o IIC havia alcançado o maior patamar positivo desde março de 2001. Em relação a julho de 2002, houve uma alta de 7,7%. Entre aqueles que pretendem adquirir algum bem, os mais citados foram automóveis, celular, computador e videocassete/DVD. O telefone móvel foi o que mais perdeu intenção de compra, o que está relacionado à ausência de datas comemorativas, que incentivam promoções do comércio. A pesquisa é realizada pela Fecomercio todos os meses com 900 pessoas na Grande São Paulo.A retração do otimismo é percebida com maior evidência pela queda do Índice de Intenções Atuais (IIA), que reflete o humor dos consumidores no mês corrente e corresponde a 40% do cálculo do IIC. O IIA caiu 9,04% na comparação com junho e 9,41% em relação ao mesmo período de 2002. Já o Índice de Intenções Futuras (que representa 60% do total do IIC e revela intenções para os próximos 12 meses) apresentou queda de 3,03% em relação a junho. Na comparação com julho do ano passado, o IIF teve alta de 17,57%.

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