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Cai maternidade entre adolescentes

Índice que tem repercussão sobre saúde, escolaridade e mercado de trabalho recuou de 14,8% para 11,8% na faixa etária entre 15 e 19 anos

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2014 | 10h00

RIO - A maternidade entre adolescentes, índice que tem repercussão sobre a saúde, escolaridade e inserção no mercado de trabalho das mulheres, reduziu entre os anos de 2000 e 2010. Passou de 14,8% para 11,8% na faixa etária entre 15 e 19 anos. Entre as capitais, a menor média foi em Belo Horizonte, com 6,5%, e a maior média foi em Boa Vista, com 16,9%. Entre os Estados, Roraima e Acre têm os maiores índices (20,1% e 19,9%, respectivamente); Distrito Federal e São Paulo, os menores (8% e 9,1%).

A proporção de adolescentes que tiveram apenas um filho é maior entre pretas e pardas - 14,1% das que têm de 15 a 19 anos são mães, contra 8,8% das brancas. Isso também ocorre se comparadas as regiões urbana e rural - 11,1% contra 15,5%. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a diferença entra cidade e campo é ainda mais brutal - 57,9% das mulheres moradoras de área urbana tinham ao menos um filho, ante 75,9% nas áreas rurais.

A proporção de mulheres com ao menos um filho caiu em todas as faixas etárias. De 20 a 24 anos, baixou de 47,3% para 39,3%; de 25 a 29 anos, caiu de 69,2% para 60,1%; de 30 a 34 anos, passou de 81,9% para 76%.

Das 49,97 milhões de famílias que vivem no Brasil, 37% eram chefiadas por mulheres. Nas áreas urbanas, essa proporção é maior (39,3) do que nas regiões rurais (24,8%). Nas famílias formadas por casais, a proporção de mulheres responsáveis pela família é menor - 23,8%, quando há filhos, e 22,7%, quando não há filhos. Já nas famílias monoparentais, as mulheres predominam como chefes das famílias (87,4%). 

Nas famílias com rendimento de até meio salário mínimo per capita, em área urbana, 46,6% eram chefiadas por mulheres. Esse índice é maior do que a taxa média para área urbana, de 39,3%. Nas famílias com maior rendimento (mais de dois sm per capita), a proporção de mulheres responsáveis é menor - 33,2%, em área urbana.

No Brasil, há 96 homens para cada 100 mulheres. O número de homens ultrapassa o de mulheres nos Estados da Região Norte e no Mato Grosso. O Rio de Janeiro tem a menor proporção de homens para mulheres - 91 para 100. Na região Norte, a migração intensifica a concentração de homens, uma vez que entraram mais homens que mulheres (113,9 homens para cada 100,0 mulheres) e saíram mais mulheres que homens (95,9 homens por 100,0 mulheres). O Nordeste foi a única região que apresentou saldo migratório negativo, e proporcionalmente saíram mais homens que mulheres desta região.

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