Cai o otimismo das famílias brasileiras em julho, revela Ipea

Apesar da queda do indicador, para 68,2 pontos, o valor observado se encontra em nível superior ao de mesmo mês do ano passado 

Mariana Durão e Vinicius Neder, da Agência Estado,

17 de agosto de 2012 | 11h03

RIO - As famílias brasileiras ficaram um pouco menos otimistas em julho, revela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta sexta-feira, no Rio. O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) registrou 68,2 pontos no mês passado, 0,3 ponto a menos do que em junho. Ainda assim, o IEF de julho ficou acima dos 63,5 pontos registrados em julho de 2011.

Mesmo apresentando queda, o valor observado se encontra em um nível superior ao apurado em julho de 2011 (63,5 pontos) e 0,8 ponto abaixo do maior valor verificado na série, em janeiro de 2012. A pesquisa que mede o IEF é mensal, realizada em 3.810 domicílios, distribuídos por mais de 200 municípios em todos os estados e no Distrito Federal. O estudo de julho é a 24ª edição da pesquisa.

Pela metodologia do Ipea, leituras entre 60 e 80 pontos revelam otimismo dos entrevistados. Dessa forma, segundo o instituto, apesar do ligeiro recuo no mês passado, o brasileiro manteve-se otimista de julho de 2011 a julho último.

A análise da composição do índice desagregado por grandes regiões revela que, com exceção das regiões Sudeste (onde o índice se manteve praticamente estável, com uma leve alta de 0,3 ponto frente ao mês de junho) e Nordeste (alta de 2,2 pontos frente ao mês anterior), as demais grandes regiões apresentaram fortes variações negativas no otimismo das famílias entrevistadas.

Com uma expressiva queda 4,1 pontos em relação ao mês anterior (62,7), o índice de expectativas das famílias da região Norte foi o único a apresentar resultado moderado (40 a 60 pontos), marcando 58,6 pontos no mês de julho. A maior queda no mês ocorreu na região Centro-Oeste - que geralmente eleva o índice nacional -, marcando 78,9 pontos (7,1 pontos mais baixo que no mês anterior). Mesmo assim, o índice para essa região ainda é o que apresenta a maior expectativa entre todas as macrorregiões brasileiras. A região Sul apresentou em julho (63,1) queda de 3,7 pontos em relação ao mês anterior.

A expectativa das famílias brasileiras sobre a economia nacional para os próximos 12 meses mostrou-se estável entre os meses de junho e julho, com 65% dos entrevistados esperando por melhores momentos. A região Centro-Oeste continua sendo a mais otimista entre as grandes regiões brasileiras, mesmo que a porcentagem de famílias que esperam melhores momentos tenha recuado.

Com 83,5% das famílias da região acreditando que a situação econômica do Brasil nos próximos 12 meses estará melhor - valor 5,3 p.p. inferior ao encontrado em junho (88,8%) - a região segue como a única em que o índice ultrapassa a marca dos 80 pontos. Ainda acima da média nacional, temos o Nordeste, segunda região com maior expectativa. No mês de julho a região registrou 69,7%, valor cinco pontos percentuais acima do encontrado no mês anterior (64,7%).

Em seguida, aparecem as regiões Sudeste (67,5%) e Norte (63,3%), sendo que na primeira observou-se um aumento de 1,6 ponto porcentual em relação ao mês anterior (65,9%), enquanto o Norte apresentou baixa de 4% em comparação com junho (67,3%). Por último, temos a região Sul com apenas 40,5% dos entrevistados acreditando em melhores momentos para a economia brasileira nos próximos 12 meses. Além de ter sofrido a maior variação negativa dentre todas as grandes regiões (-9%), o índice da região foi o único a apresentar resultado abaixo do nível de 50 pontos.

A expectativa das famílias brasileiras sobre a situação econômica do Brasil nos próximos 12 meses segundo renda e escolaridade (tabela 1) varia entre a moderação e o otimismo em todas as faixas de renda e escolaridade consideradas no estudo. A tabela 1 demonstra a influência crescente do nível de renda da família entrevistada sobre o grau de otimismo na economia nacional, sendo a classe mais otimista a que recebe mais de 10 salários mínimos (72,48%) - valor 9,4 p.p superior ao registrado em junho (63,08%).

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