Cai o segredo de justiça do caso Schincariol

O Juiz da 1ª Vara Federal de Itaboraí, Vlamir Costa Magalhães, indeferiu o pedido da revogação da prisão temporária dos dirigentes do Grupo Schincariol, que vence na próxima sexta-feira. Nesta terça-feira, determinou também o fim do segredo de justiça do processo. A expectativa é de que o Tribunal Regional Federal (TRF) comece a analisar nesta quarta-feira os primeiros pedidos de habeas corpus ligados ao caso.Costa Magalhães informou que o processo tramitou em segredo de justiça para evitar o vazamento de informações e a perda de provas. "O segredo de justiça foi decretado visando possibilitar a própria efetividade das medidas que acabaram sendo concretizadas, tanto das buscas e apreensões, quanto das prisões", disse ao Estado o juiz.Além disso, poderia ser preciso a autorização para novas buscas e apreensões nos últimos dias. O juiz também argumenta que segredo também tem o objetivo de "proteger a própria dignidade dos investigados".Costa Magalhães que as pessoas detidas ainda não são acusados, o que ocorrerá apenas caso haja denúncia por parte do Ministério Público. "Eles são indiciados. Estão sendo investigados", afirma.O procurador do Ministério Público Federal (MPF) José Maurício Gonçalves, disse nesta terça-feira que mantém a previsão de oferecer denúncia por formação de quadrilha e corrupção ativa no caso. Ele explicou que os relatórios estão sendo analisados e não definiu um prazo para a conclusão da denúncia. Gonçalves também comentou que existe a possibilidade de realização de acareação entre os detidos pela Operação Cevada.

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