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Cai participação de exportação no faturamento industrial

De acordo com a CNI, a fatia dos produtos industriais importados no mercado interno bateu novo recorde

Sandra Manfrini, da Agência Estado,

15 de maio de 2013 | 11h37

BRASÍLIA - A participação das exportações no faturamento da indústria caiu no primeiro trimestre de 2013. É o que aponta a pesquisa Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada nesta quarta-feira, 15, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O coeficiente de exportação nos primeiros três meses deste ano alcançou 20,4%, o que representa uma queda de 0,2 ponto porcentual em relação ao último trimestre de 2012. Esse recuo interrompe a trajetória de recuperação do indicador, iniciada no 3º trimestre de 2010.

Segundo a CNI, a fraca demanda no mercado externo, a valorização do câmbio e a queda dos preços de produtos exportados são as principais causas da redução do indicador. "As medidas adotadas pelo governo para desoneração da indústria são insuficientes para contornar esse cenário e ainda adicionar ganhos de produtividade", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo, em nota divulgada pela entidade.

Por outro lado, a participação dos produtos industriais importados no mercado interno bateu novo recorde. O coeficiente de penetração das importações registrou alta de 0,4 ponto porcentual no primeiro trimestre do ano na comparação com os últimos três meses de 2012, alcançando 22% de participação no consumo doméstico. Esse valor é recorde da série trimestre e o indicador está em alta desde o primeiro trimestre de 2010.

Para o economista da CNI, esse indicador evidencia a perda de competitividade dos produtos industriais nacionais frente aos importados. "A alta no coeficiente de penetração das importações ocorre mesmo em um cenário onde a economia brasileira apresenta menor dinamismo", afirma Azevedo. A avaliação da entidade é que, se a economia brasileira voltar a crescer a taxas anualizadas mais elevadas, poderá haver maior aceleração no consumo de produtos importados, com aumento do coeficiente de penetração de importações.

De acordo com a pesquisa, a indústria extrativa é a que mais sente o acirramento da concorrência com os importados. A participação dos importados nesse segmento cresceu 2,2 ponto porcentual e registrou 47,2% no período. A indústria de transformação registrou 20,6% de participação de importados no mercado doméstico, uma alta de 0,3 ponto porcentual frente ao índice anterior.

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