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Cai participação do 4 dormitórios

Levantamento do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi) mostra que, no segundo trimestre de 2006, ano em que os lançamentos dos 4 dormitórios prosperavam, eles correspondiam a 26,18% das vendas de imóveis novos na capital paulista. No segundo trimestre de 2010, essa participação caiu pela metade, para 13,7%.

, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

Já os prédios de dois dormitórios tiveram uma relação inversa no mesmo período. Detinham 34,34% das vendas em 2006 e agora essa participação aumentou para 40,5%.

Apesar da quantidade de lançamentos imobiliários e do consequente aumento da oferta, os preços têm subido a uma velocidade espantosa para um País cuja inflação anda tão acanhada. Para João Crestana, presidente do Secovi, não há espaço para a tendência de alta nos valores dos imóveis. "Os preços estão altos, mas não dá mais para aumentar mais", comenta.

Novo perfil. Nos últimos dois anos, a baixa renda ganhou a preferência das construtoras e incorporadoras. Graças ao aumento da oferta de crédito para financiamento e a programas de habitação popular, como o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, os brasileiros de menor poder aquisitivo passaram a ter opções de moradia própria, acompanhadas de uma oferta maior de imóveis.

A mudança no perfil do consumidor, por sua vez, levou a uma concorrência maior entre as empresas que atuam no setor. Além das promoções para atrair compradores, as construtoras e incorporadoras tiveram de readequar seus portfólios aos novos consumidores.

A transição da oferta voltada à alta renda para a nova classe média não foi absorvida tão rapidamente pelo setor imobiliário. Enquanto alguns especialistas já alertavam para a superoferta de lançamentos de quatro dormitórios, empresas do setor apostavam num ciclo mais longo da alta renda.

Em alguns casos, foi preciso cancelar lançamentos que já estavam sendo comercializados, levar os projetos à prancheta novamente e dar a eles uma nova cara, mais popular. Isso levou a uma desaceleração no ritmo de lançamentos de imóveis para a classe A, concentrados nos de 4 dormitórios.

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