Cai preocupação de empresários com racionamento e câmbio

O racionamento e o câmbio ainda incomodam mas perderam espaço no rol de preocupações do empresariado industrial brasileiro. Esta é uma das conclusões da última Sondagem Industrial, divulgada hoje pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Segundo a entidade, o resultado leva em conta a taxa de câmbio ter se estabilizado e a acomodação das empresas ao racionamento de energia. Com dados coletados e tabulados em janeiro, a Sondagem refere-se ao último trimestre do ano passado. Além de cair da sexta para a sétima colocação na lista dos catorze principais problemas apontados pelo setor industrial, o racionamento foi citado por 25% das pequenas e médias empresas (abaixo dos 30,5% no terceiro trimestre) e por 19,1% das grandes empresas (contra os 27,9% anteriores). Pela ordem, os principais problemas apontados foram a "elevada carga tributária" - campeã de sempre, desta vez assinalada por 57% dos grandes empresários e por 64,5% dos pequenos e médios -, seguida da "redução na margem de lucro", "competição acirrada de mercado", "taxas de juros", "falta de demanda" e "falta de capital de giro".O câmbio ficou na décima colocação na Sondagem. Foi citado por 10,3% das pequenas e médias empresas (14,6% no trimestre anterior) e por 22,7% das grandes (29,1% no levantamento anterior).

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2002 | 13h47

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