Cai produção industrial do Japão em junho

A produção industrial do Japão caiu inesperadamente em junho, de acordo com dados divulgados ontem pelo governo. Os dados abrem novas dúvidas sobre a solidez da recuperação econômica no país asiático, que retomou o crescimento no segundo trimestre de 2009, depois de 12 meses de recessão.

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

A produção industrial diminuiu 1,5% em junho ante o mês anterior, em parte por causa do declínio na produção de automóveis e de dispositivos eletrônicos, disse o Ministério da Economia, Comércio e Indústria. O resultado ficou muito abaixo do previsto por economistas, que estimavam 0,1%, e marcou a primeira queda em quatro meses. Em maio, a produção industrial havia crescido 0,1%.

Apesar da queda, a maior em 16 meses, espera-se que em julho a produção caia apenas 0,2% e, em agosto, cresça novamente cerca de 2%, segundo pesquisa realizada entre os fabricantes pelo Ministério da Economia. Por trás da redução no ritmo de produção, está uma menor demanda na Europa e na China, mas também dentro do Japão.

Inflação. O anúncio ontem de que o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI, pelas iniciais em inglês) em junho recuou 1% ante junho de 2009 é mais um sinal de que a economia japonesa permanece na mira da deflação, apesar da recuperação.

A queda marcou o 16.º mês seguido de declínio, mas foi levemente melhor do que a média das estimativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que era de queda de 1,1%. O núcleo do CPI, que exclui os preços voláteis dos alimentos, havia recuado 1,2% em maio e 1,5% em abril.

O núcleo do CPI da área metropolitana de Tóquio - um indicador antecedente das tendências nacionais - caiu 1,3% em julho, de acordo com o Ministério de Relações Internas e Comunicações japonês, levemente pior do que a queda de 1,2% esperada.

Ainda ontem, o governo informou que o consumo privado do Japão cresceu no mês passado, graças ao efeito das medidas de estímulo do governo. Mas a elevação da taxa de desemprego pelo quarto mês seguido pode significar que os consumidores ficaram mais relutantes em gastar. O gasto global das famílias cresceu pela quinta vez em três meses, com 0,5% em junho sobre o mesmo mês de 2009, mas a taxa de desemprego subiu para 5,3% no mês passado, acima dos 5,2% de maio. A expectativa do mercado era que recuasse a 5,1%.

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