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Cai ritmo de reajustes reais no setor de serviços

O setor de serviços apresentou no ano passado uma queda em relação a 2010 no total de acordos salariais negociados com ganho real. A proporção baixou de 82,2% para 76,3%, primeira redução desde 2008. O ganho real médio também caiu de um ano para o outro, passando de 1,46% para 1,05%. Já a indústria registrou aumento real médio de 1,54% e o comércio, de 1,53%. No geral, a média foi de 1,38%.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

21 de março de 2012 | 13h03

Entre as dez atividades do setor de serviços, o menor aumento real médio ficou com comunicações, publicidade e empresas jornalísticas: 0,27%. O maior foi alcançado por turismo e hospitalidade: 1,83%.

Esses números foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na apresentação do Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais em 2011, levantamento que analisou os resultados de 702 acordos entre trabalhadores e sindicatos patronais.

Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre, historicamente os ganhos reais do setor de serviços ficam atrás dos obtidos pela indústria e pelo comércio. Mas no ano passado a inflação em alta também colaborou para reduzir o ganho real do setor de serviços, o que puxou a média geral para baixo.

"Serviços tradicionalmente têm ganhos menores porque formam um setor muito pulverizado, que emprega mão de obra pouco qualificada e, por isso, tem menos organização sindical", afirmou Silvestre. "Isso acaba influenciando o resultado das negociações."

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