Cai ritmo do PIB paulista no primeiro trimestre

Não apenas a economia brasileira perdeu ímpeto; seu motor mais forte, a economia paulista, também arrefeceu

O Estado de S.Paulo

27 Maio 2018 | 03h00

Não apenas a economia brasileira perdeu ímpeto. Seu motor mais forte, a economia paulista, também arrefeceu. Por seu peso na atividade econômica do País, o desempenho da economia de São Paulo torna mais difícil um crescimento superior a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2018.

Entre fevereiro e março, o PIB paulista apurado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados caiu 0,2%, mas ainda registra crescimento de 2,3% em 12 meses, comparativamente aos 12 meses anteriores. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2017 e 2018, o crescimento do PIB paulista atingiu 2,4%, depois de alcançar 4% entre os quartos trimestres de 2016 e 2017. Ou seja, a retomada persiste, mas perdeu vigor.

Em valores correntes, o PIB paulista do primeiro trimestre foi estimado em R$ 529,99 bilhões, dos quais R$ 441,52 bilhões referentes ao valor adicionado da produção e R$ 88,47 bilhões referentes aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Em bases anuais, o PIB do Estado alcançou R$ 2,1 trilhões.

Na comparação entre os últimos quatro trimestres e os quatro trimestres anteriores, a construção civil – em queda de 2,8% – foi o segmento que mais caiu (não se recuperando até março, portanto, da recessão deflagrada em 2014).

Os demais segmentos ficaram em níveis positivos nas mesmas bases de comparação. A indústria de transformação avançou 3,9%, o comércio e os serviços de manutenção e reparação cresceram 4,5% e a agropecuária evoluiu 2,3%. A maior alta foi a da indústria extrativa mineral (+7,9%).

O governo paulista dispõe de condições mais favoráveis para investir, pois a arrecadação de tributos líquidos de subsídios avançou 3,3% nos últimos quatro trimestres. Mas isto não basta, pois é da melhora do consumo e dos investimentos privados que a economia do Estado mais depende. E essa melhora decorrerá da mudança do humor de consumidores e empresas, que refluiu nos primeiros meses de 2018, depois de uma recuperação expressiva no final de 2017.

Não são oportunidades que faltam, mas confiança. Enquanto não se define o quadro eleitora e não se afastam os temores de uma volta ao populismo, o ritmo das atividades tende a crescer moderadamente, baseado principalmente em inflação contida e ganhos de renda dos trabalhadores.

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