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Cai venda no comércio varejista mas receita nominal aumenta

O comércio varejista brasileiro entrou em 2002 com as taxas mensais negativas que prevaleceram ao longo do ano anterior: o volume nacional de vendas caiu 1,21% em relação a janeiro do ano passado e acumula queda de 1,55% nos últimos 12 meses. No entanto, a receita nominal do setor cresceu 4,79% em relação a janeiro de 2001 e acumula alta de 4,81% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, elaborada pelo IBGE com informações coletadas em todas as Unidades da Federação.Três das cinco atividades que formam o indicador geral do comércio varejista tiveram queda em relação a janeiro de 2001: Demais artigos de uso pessoal e doméstico (-5,67%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,16%); e Tecidos, vestuário e calçados (-0,39%). Em relação ao mesmo período, Combustíveis e lubrificantes cresceu 4,57%, e Móveis e eletrodomésticos subiu 1,03%. Ainda em comparação a janeiro de 2001, as outras duas atividades que integram o quadro de resultados da PMC, Veículos, motos, partes e peças e Hipermercados e supermercados, caíram 20,13% e 0,19%, respectivamente.DestaquesCom alta de 4,57%, as vendas de combustíveis e lubrificantes foram o destaque positivo do mês, estimuladas pela redução dos preços do produto no início do ano. Mas no acumulado dos últimos 12 meses a atividade ainda tem queda de 1,72%, devido às taxas negativas assinaladas no primeiro semestre do ano passado. Além disso, a redução de preços em 2002 causou queda de 0,37% na receita nominal das vendas, em relação a janeiro de 2001.Depois de uma seqüência de resultados negativos, o volume de vendas de Móveis e eletrodomésticos inicia o ano com crescimento de 1,03% em relação a janeiro de 2001. A flexibilização do racionamento de energia elétrica e o aumento na demanda por televisores devido à Copa do Mundo contribuem para isso mas, nos últimos 12 meses o volume de vendas do setor ainda acumula queda de 2,08%.Dos cinco segmentos varejistas que entram no cômputo do resultado global da PMC, o de Demais artigos de uso pessoal e doméstico continua com a maior redução no volume de vendas. Em janeiro, a queda foi de 5,67% em relação ao mesmo mês do ano anterior, acumulando redução de 6,68% nos últimos 12 meses. Já o comércio de Veículos, motos, partes e peças (indicador que não integra o índice geral da PMC) manteve o ritmo de queda apresentado no semestre passado. Em relação a janeiro de 2001, o volume de vendas do segmento caiu 20,13% e a queda acumulada dos últimos 12 meses regrediu para - 6,79%. Nesse caso, nota-se que as expectativas quanto à redução das taxas de juros ainda não se fizeram sentir.Treze Estados tiveram um volume de vendas do comércio varejista menor, em relação a janeiro de 2001. As maiores quedas foram no Acre (-18,96%), Rondônia (-11,62), Mato Grosso (-9,00%) e Alagoas (-7,55%). Mas as retrações observadas em São Paulo (-2,85%), Rio Grande do Sul (-4,58%), Santa Catarina (-1,60%) e em Pernambuco (-0,99%) tiveram maior influência sobre o indicador nacional. Por outro lado, apesar das expressivas elevações em Roraima (17,26%), Amapá (8,57%), Piauí (7,04%) e Mato Grosso do Sul (6,46%), os resultados positivos em Minas Gerais (3,43%) e Rio de Janeiro (0,81%) influíram mais sobre a taxa global do comércio varejista do País.São PauloAs vendas do comércio varejista do Estado de São Paulo caíram 2,85% em janeiro ante igual mês do ano passado, segundo divulgou hoje o IBGE. O resultado foi pior do que a média nacional no período (-1,21%). Nos 12 meses até janeiro o varejo paulista acumulou queda de 2,75% no volume de vendas, também acima da média nacional (-1,55%). Segundo o técnico do Departamento de Comércio e Serviços do IBGE, Nilo Lopes, o fraco desempenho do varejo em São Paulo é resultado do aumento no desemprego e da queda no rendimento dos trabalhadores no Estado. A Pesquisa Mensal de Comércio apontou também que houve redução nas vendas em 13 das 27 unidades da federação pesquisadas, com destaque para o Acre (-18,96%). A maior elevação ocorreu em Roraima (17,26%).

Agencia Estado,

14 de março de 2002 | 09h48

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