Cai volume de carga para Argentina

O naufrágio das relações comerciais entre o Brasil e a Argentina afundou o tráfego de documentos, carga expressa e convencional por avião entre os dois países. Na multinacional DHL, uma das maiores do mundo no transporte expresso aéreo, as remessas para a Argentina diminuíram 51% em janeiro, comparado ao ano anterior.Com uma queda de 75% no movimento de carga geral para o país vizinho, a VarigLog não apenas suspendeu os vôos cargueiros entre os destinos, como não tem prazo programado para retomar a operação.A queda no tráfego de documentos para a Argentina, a maior parte ligada à papelada de comércio exterior entre empresas nos dois países, encolheu 52% em janeiro, sobre o ano passado, e 48%, na carga expressa, para a DHL.A assessoria de imprensa da concorrente Fedex informou que a empresa não dá detalhes sobre as operações regionais, mas a avaliação no setor é de que a firma não teria como escapar do cenário geral, reflexo da virtual paralisação do intercâmbio comercial entre os dois países.O calote que os exportadores brasileiros vêm recebendo nas vendas externas para a Argentina levou a VarigLog a suspender a operação de jatos cargueiros para o mercado vizinho. Hoje, a transportadora usa apenas os porões dos jatos de passageiros da controladora Varig. Na prática, os exportadores brasileiros pararam de demandar o serviço.?Continuamos atuando apenas com o espaço dos porões, para escoar a carga que surge?, disse o diretor de Planejamento e Logística da VarigLog, Paulo Cezar Castello Branco. As principais cargas convencionais transportadas para a Argentina são partes de automóveis, eletrônicos e têxteis. Como no caso das demais empresas, o peso é relativamente pequeno, entre 5% e 6% do total dos destinos externos da VarigLog.Segundo o executivo da DHL, Ricardo Brandi, a performance de janeiro sinaliza uma queda bastante acentuada das vendas do Brasil para a Argentina. Os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, confirmam a queda no comércio entre os países.Em janeiro, as exportações do Brasil para o país vizinho recuaram 64,2%. O total exportado para a Argentina encolheu de US$ 399 milhões em janeiro de 2001 para US$ 143 milhões no mês passado, ou seja, uma perda de US$ 256 milhões nas exportações.Leia o especial

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