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Cai volume de vendas no comércio, aponta IBGE

O volume de vendas no comércio do País voltou a cair em abril na comparação com o ano anterior e registrou recuo de 1,92%, segundo o IBGE. Em março, as vendas haviam crescido 0,27% interrompendo quatro quedas sucessivas mensais desde novembro do ano passado. No quadrimestre, as vendas acumulam agora 1,06% de queda. O principal responsável pelo desempenho negativo em abril foi o segmento de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios bebidas e fumo, que registrou queda de 6,29%. Segundo o técnico do IBGE, Nilo Lopes de Macedo, o recuo aconteceu basicamente porque a Semana Santa, que tradicionalmente aconteceria em abril, esse ano caiu em março. O período que é de fortes vendas para os supermercados e hipermercados gerou impacto positivo em março desse ano em comparação com o mesmo mês do ano passado quando a Semana Santa foi em abril. Com o deslocamento da Semana Santa em 2002, o desempenho em abril deste ano ficou prejudicado.EletrodomésticosO varejo de móveis e eletrodomésticos teve em abril a maior taxa de crescimento dos últimos meses: 8,54% sobre o mesmo mês do ano passado. Desde abril de 2001, contudo, esta é a terceira taxa positiva. "O aumento em abril é explicado pelo efeito Copa do Mundo e o fim do racionamento de energia", disse Macedo. Segundo ele, o setor de eletrodomésticos iniciou bem o ano passado, mas foi afetado, entre março e abril de 2001, pelo aumento das taxas de juros e a queda de rendimento dos consumidores. Com a entrada do racionamento em cena e o desligamento de aparelhos, o quadro piorou a partir de junho. Não fosse o desempenho do grupo de móveis e eletrodomésticos, e o crescimento de 4,61% do grupo de combustíveis, a queda de 1,92% registrada no varejo do País em abril teria sido ainda maior. O primeiro grupo gerou contribuição positiva de 0,81 ponto porcentual e o outro, de 0,54 ponto porcentual. Compensaram, assim, a contribuição negativa de 3,09 pontos porcentuais do grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cuja queda ficou em 6,29%.

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