Caipirinha sobe mais de 50% em um ano

Açúcar, aguardente de cana e limão tiveram alta onze vezes acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no período

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2010 | 13h28

Apreciar uma caipirinha dentro de casa está custando mais caro ao consumidor. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que os ingredientes usados no preparo da bebida estão com os preços mais elevados do que a média da inflação no varejo. De acordo com a FGV, a inflação acumulada em 12 meses até janeiro de limão, açúcar refinado, e aguardente de cana é de 51,78% - onze vezes acima da taxa de inflação média no período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - IPC (4,42%).

 

A pesquisa envolve produtos comprados pelo consumidor para elaboração própria da bebida, ou seja, não mensura o impacto do aumento no preço da bebida em bares e restaurantes. A fundação destacou que, entre os ingredientes, a maior taxa de elevação de preços no período é a do açúcar refinado (69,81%); seguida por aguardente de cana (17,94%) e limão (8,93%).

 

Essa não é a primeira vez que a FGV faz este tipo de levantamento: em setembro de 2009, a instituição constatou que, somente em São Paulo, para fazer uma caipirinha em casa, o paulistano estaria gastando, em média, 40% a mais na compra dos ingredientes do que gastava no ano anterior.

 

O economista da FGV e responsável pelo levantamento, André Braz, comentou que o calor excessivo nos últimos meses deve ter contribuído para o aumento de consumo da bebida, bem como dos produtos usados em sua elaboração. Ele observou que a alta na procura deve ser ainda mais intensa nas próximas semanas, devido ao Carnaval. Provavelmente teremos um aumento na procura e assim uma redução na oferta, levando a novos aumentos de preços (nos produtos)", comentou.

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