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Caixa amplia prazo para financiamentos imobiliários

A CEF anunciou que decidiu ampliar o prazo máximo de seus financiamentos imobiliários de 20 para 30 anos

Gustavo Freire, da Agência Estado,

28 de agosto de 2007 | 16h21

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou nesta terça-feira, 28, um conjunto de medidas para facilitar a concessão de financiamentos para a compra de imóveis novos e usados. A principal alteração foi o aumento dos prazos máximos dos empréstimos de 20 para 30 anos. A elevação, de acordo com o vice-presidente de Governo da CEF, Jorge Hereda, abrirá espaço para uma queda do valor das prestações pagas pelos mutuários. "Quanto maior o prazo de financiamento, mais fácil fica para o cliente pagar suas prestações", disse. Numa simulação, os técnicos da CEF estimaram que o valor da prestação de um empréstimo de R$ 80 mil, com o novo prazo de financiamento, poderá cair de R$ 940,25 para R$ 669,21 por mês. Em contrapartida, o mutuário acabará por pagar um valor final mais alto. "É natural que isto ocorra. Se o prazo é maior, a carga financeira de juros paga também aumenta. Mas o importante é que a prestação passará a caber no orçamento das famílias", argumentou Hereda. Outra medida foi a criação de uma terceira faixa de valor dos imóveis financiados dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A nova faixa permitirá que os financiamentos feitos com recursos da poupança para a aquisição de imóveis avaliados entre R$ 130 mil e R$ 200 mil tenham taxas de juros menores. Com as duas faixas existentes até agora, o mutuário interessado em comprar um imóvel de R$ 130 mil até R$ 350 mil tinha que pagar juros de 12% mais a variação da Taxa Referencial de Juros (TR). Na nova faixa de R$ 130 mil a R$ 200 mil, a taxa cairá para 10,5% mais a TR.  "É uma medida que vai beneficiar a classe média baixa, que é um segmento do mercado em crescimento", disse o vice-presidente da CEF. A classe média é o setor da população onde o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva mais vem perdendo popularidade nos últimos meses.  Mudanças As mudanças entrarão em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro e só vão beneficiar contratos novos. "As alterações só serão válidas para as novas operações feitas a partir desta data. Não haverá renegociação de contratos antigos para mudar as condições de financiamento", afirmou o dirigente. A CEF decidiu ainda reduzir em 35% os custos com o pagamento de seguro de imóvel e diminuiu sua taxa de administração de R$ 25,00 para R$ 21,43. Hereda disse não acreditar que a ampliação do prazo dos empréstimos possa provocar aumento da inadimplência da carteira de crédito imobiliário da instituição. "Aumento de prazo não é risco", afirmou. A taxa de inadimplência dos financiamentos imobiliários da CEF está hoje em torno de 5%. "Temos uma taxa menor que os 9% do sistema com um todo", disse ele. O prazo de 30 anos valerá para todas as operações feitas com recursos da poupança. No caso dos financiamentos com dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a ampliação atinge os empréstimos para famílias com renda mensal acima de R$ 1.875 (cinco salários mínimos), que hoje têm prazo máximo de 20 anos. Até essa faixa de renda, o prazo subirá para 25 anos. "Neste caso, o prazo será menor porque os riscos são maiores e também o peso dos subsídios é alto", explicou Hereda. 1,8. Juros Nos empréstimos para a compra de imóveis de até R$ 130 mil, a taxa de juros foi mantida em 10% mais a TR. Nos empréstimos concedidos fora do SFH (imóveis acima de R$ 350 mil), a CEF continuará cobrando 13% mais a variação da TR.  Também não foram alteradas as taxas de juros nas operações com recursos do FGTS, que permaneceram em 6% nos empréstimos para as famílias com renda de até cinco salários mínimos, e em 8,16% nos financiamentos para as faixas salariais mais altas.  O orçamento da CEF para este ano prevê R$ 5 bilhões de empréstimos para a compra de imóveis novos e usados. "Já temos uma expectativa de que este valor poderá chegar aos R$ 5,8 bilhões", disse Hereda. Ele ressaltou que não faltarão recursos para os financiamentos porque os depósitos de poupança tem registrado um forte crescimento nos últimos meses.

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