Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Caixa anuncia redução nos juros de 21 linhas de empréstimos

Banco público quer ampliar sua participação no mercado de crédito, de 3,5% neste ano para 11% em 2015

Natalia Gómez, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2008 | 17h16

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou nesta segunda-feira, 22, cortes nos juros de 21 linhas de empréstimos para pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ampliar a sua participação de mercado, que deve passar de 3,5% em 2008 para 11% em 2015. Segundo o superintendente regional da CEF em São Paulo, Augusto Bandeira Vargas, o banco pretende continuar a apresentar as menores taxas de juros do mercado, o que vem ocorrendo nos últimos 11 meses, segundo levantamento do Procon. "Estamos aproveitando que a CEF está sendo muito solicitada para ampliar a participação de mercado", disse Vargas. Dentre as alterações está a redução das taxas de juros no penhor de 2,99% ao mês para 2,25%. No cheque especial, a taxa mínima passou de 1,47% ao mês para 1,37% ao mês; a taxa máxima caiu de 7,98% para 7,49% ao mês. No crédito consignado, a CEF reduziu a taxa de 2,99% ao mês para 2,50%. Para pessoa jurídica, o crédito para compra de veículos, chamado CRED Frota, passou de 1,36% para 1,28% na mínima e de 1,93% para 1,85% na máxima. No BCD Investimentos, voltado para bens de consumo duráveis, o banco reduziu as taxas maiores de 4,07% mais TR para 1,95% mais TR. As menores passaram de 3,18% mais TR para 1,1% mais TR. Na Conta Garantida para Micro e Pequena Empresa, que funciona como um cheque especial, a taxa de juros máxima passou de 3,1% para 2,6%. O banco informou ainda que pretende ampliar em 24% os empréstimos para pessoa física e 35% para pessoa jurídica em 2009, o que resultará em um montante de contratações de R$ 91 bilhões, sendo R$ 41 bilhões para pessoa física e R$ 50 bilhões para pessoa jurídica. O saldo no final do ano, que considera as amortizações realizadas ao longo do período, deve ser de R$ 37 bilhões, segundo Vargas. Em 2008, as contratações devem somar R$ 72 bilhões e o saldo será de R$ 25 bilhões no final do ano.  Habitação A CEF também divulgou nesta segunda que prevê um crescimento de 20% no crédito habitacional no País em 2009 em relação aos cerca de R$ 23 bilhões previstos para este ano. Até sexta-feira passada, o banco concedeu R$ 22 bilhões, e os números referentes ao ano inteiro ainda não foram fechados. Em 2007, o montante concedido para habitação foi de cerca de R$ 15 bilhões, segundo Vargas. Em São Paulo, a expectativa também é de que o crédito habitacional cresça, no mínimo, 20% no ano que vem, a partir dos R$ 6,5 bilhões concedidos em 2008. Em 2007, o banco aplicou R$ 5,5 bilhões no setor do Estado. Segundo Vargas, o crescimento nesta área será sustentado pelo elevado déficit habitacional do Brasil, que supera 7 milhões de moradias. "Mesmo com a crise internacional, as empresas do setor de construção civil não esperam desaquecimento em 2009, em princípio", disse, em coletiva de imprensa realizada há pouco. Ele afirmou que mais de 70% dos financiamentos habitacionais concedidos pela CEF são voltadas para a população de baixa renda, que continua a demandar moradia. Vargas destacou que muitas pessoas que não possuem imóveis pagam um valor mensal de aluguel mais alto do que pagariam em um financiamento, o que estimula a compra de imóveis. Segundo o executivo, a inadimplência neste segmento é baixa, por volta de 4%.

Tudo o que sabemos sobre:
CréditoJurosCaixa Econômica Federal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.