CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

Caixa segue bancos e zera taxa para investimento em Tesouro Direto

Após concorrentes anunciarem medida, Caixa decide zerar taxa que era de 0,4% ao ano

Wagner Gomes e Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2018 | 14h11

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira, 19, a isenção da taxa de custódia para todos os seus clientes que aplicam no Tesouro Direto, programa do governo federal de compra e venda de títulos públicos. A taxa anteriormente era de 0,4% ao ano. Segundo o vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, Arno Meyer, o objetivo é manter uma cesta de produtos e serviços competitivos, associada à solidez do banco.

Em setembro, ItaúBanco do Brasil já havia zerado as taxas cobradas em operações de investimento no Tesouro Direto, renda fixa e previdência privada. As novas condições passaram a valer a partir do dia 5 no Itaú e do dia 21 no BB.

O Santander também estendeu a todos os seus clientes a isenção da taxa de corretagem para investimentos no Tesouro. Os clientes cadastrados na Santander Corretora desde o dia 12 de setembro já contavam com a isenção. Já aqueles que se cadastraram antes dessa data tiveram a taxa zerada a partir do dia 21. No início de setembro, o banco já havia anunciado o fim da cobrança da taxa de carregamento dos clientes nos produtos de previdência. O primeiro a zerar a taxa para Tesouro, no entanto, foi o Bradesco – em junho do ano passado.

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a Bolsa de Valores (B3) para negociação de títulos públicos federais para pessoas físicas pela internet. Na prática, trata-se de emprestar dinheiro ao governo em troca de juros – que podem ser prefixados, atrelados à Selic ou à inflação. 

O valor mínimo para investimento é de apenas R$ 30, desde que seja múltiplo de 1% do preço do título a ser adquirido. A liquidez é diária. Vale lembrar que, mesmo que a instituição intermediária não cobre pela operação, há a taxa de custódia da B3, de 0,30% ao ano.

Porta de entrada

Ao zerar a taxa para Tesouro Direto, as instituições financeiras seguem um movimento iniciado pelas corretoras independentes em meados de 2014 para conquistar clientes. A estratégia era que os títulos públicos funcionassem como uma alternativa mais rentável que a poupança e se tornasse uma porta de entrada para outros investimentos. 

De acordo com o Santander, duas semanas após o anúncio da taxa zero no último mês, o volume de títulos públicos comercializados cresceu seis vezes. Já BB e Itaú disseram em nota que observaram “elevação considerável” na captação.

 

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