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Caixa aumenta oferta de crédito e reduz taxas

Banco estuda novas alternativas para manter ritmo de expansão

Fernando Nakagawa e Adriana Chiarini, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

20 de maio de 2009 | 00h00

A melhora da atividade econômica e o aumento da confiança de famílias e empresas sustentaram um aumento na oferta de crédito na Caixa Econômica Federal, em abril. O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, adiantou números que mostram expansão do empréstimo consignado e crédito pessoal pré-aprovado. No mês, a carteira total da instituição cresceu 5,2% ante março. No quadrimestre, houve salto de 23%. Nos dois casos, o desempenho superou as expectativas. Sem dar detalhes, Percival informou à Agência Estado que a Caixa estuda novas alternativas para manter o ritmo de expansão do crédito. "As empresas estão mais confiantes e há necessidade de reforçar o capital de giro. Entre as famílias, há indicadores de melhora da renda e do emprego."O crédito livre para pessoa física cresceu 6% em abril em relação a março. O crédito consignado cresceu 7,4% e o crédito pessoal pré-aprovado, 15,4%. Nos financiamentos para empresas, a carteira cresceu 2,3%. Percival chama a atenção para a linha de capital de giro, que cresceu 1,5% no mês e 54% no quadrimestre.No segmento corporate - empréstimos de mais de R$ 2 milhões para as empresas com faturamento acima de R$ 7 milhões - há R$ 9,4 bilhões em análise para novos créditos. Há um mês, o valor era de R$ 5,5 bilhões.No acumulado do ano, a carteira com recursos livres cresceu 23%.Percival disse que a inadimplência tem caído e o risco das operações de crédito diminuiu. Segundo ele, o bom desempenho da Caixa está em linha com o objetivo dos bancos públicos em momentos de crise. E a atuação da instituição e do Banco do Brasil também pode ser percebida no segmento habitacional, rural e no comércio. Ontem, em entrevista durante o 21º Fórum Nacional, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, disse que os juros foram reduzidos em cinco vezes desde o início do ano. E salientou que a instituição vai manter a estratégia de reduzir o spread para baixar os juros. Para ela, o que deve ter ocorrido para que as taxas de juros médias do Banco do Brasil apareçam com alta no acompanhamento diário feito pelo Banco Central (leia ao lado) é que a instituição pode ter optado por reduzir os juros em algumas modalidades e subir em outras. Maria Fernanda observou que a atuação dos bancos públicos tem tido como objetivo a expansão do crédito, uma das medidas que contribuem para a manutenção da política anticíclica do governo para enfrentar os efeitos da crise "num momento de retração de crédito por parte dos bancos privados".

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