Caixa baixa juro de 18 tipos de crédito

Redução, a sexta no ano, foi adotada um dia antes da decisão do Copom, que deve cortar a Selic em até 1 ponto

Fernando Nakagawa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

10 de junho de 2009 | 00h00

Um dia antes da definição da nova taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Caixa Econômica Federal decidiu, ontem, "antecipar" o esperado corte da taxa básica da economia e anunciou a redução dos juros de 18 linhas de crédito. É a sexta vez no ano que o banco federal reduz a taxa aos clientes. Para tomar a medida, a Caixa espera um corte da Selic entre 0,75 ponto e 1 ponto porcentual.A partir da próxima segunda-feira, oito empréstimos voltados às famílias e dez operações para empresas terão taxas reduzidas. Para pessoas físicas, o juro mínimo do crédito consignado para aposentados cairá de 0,88% para 0,85% ao mês. No crédito pessoal, a taxa mínima passará de 3,85% para 3,80% ao mês e no cheque especial, de 1,27% para 1,20%."A medida leva em conta a projeção de que o Banco Central deve reduzir a Selic e também a curva de juros futuros. Isso abriu mais um espaço para o corte das taxas no crédito", afirma o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival. Segundo ele, se, eventualmente, a autoridade monetária anunciar decisão diferente da esperada pelo banco, a instituição terá de refazer os cálculos e as taxas podem sofrer alteração. Percival observa que, apesar da queda dos juros, foi mantida a rentabilidade dos produtos de crédito da instituição. "Só reduzimos onde dava para cortar a taxa." Em nota, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, ressaltou que a medida reforça o perfil de banco público. "Nossa atuação aponta claramente que estamos cumprindo nossa missão de banco público, ampliando a oferta de crédito e reduzindo os juros com sustentabilidade."DIRETRIZESA redução dos juros e a maior oferta de crédito são as principais diretrizes dadas pelo Palácio do Planalto para que os bancos controlados pelo governo federal aumentem o volume de empréstimos para tentar amenizar o efeito da crise sobre o Brasil. Nesse esforço, estão a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principalmente.Na Caixa, a diretriz tem dado resultado. Segundo o vice-presidente de Finanças, o total de operações de empréstimos para as pessoas físicas teve expansão de 4,5% em maio em relação a abril. O desempenho foi liderado pelo crédito consignado, que cresceu 4,3%.Nas pessoas jurídicas, as operações tiveram expansão de 1,1%, na mesma base de comparação. Nesse caso, o destaque ficou com o crédito para capital de giro. Atualmente, a carteira comercial de crédito do banco - que não inclui o financiamento imobiliário - soma R$ 33 bilhões. NÚMEROS0,85 %será o juro mínimo do crédito consignado para aposentados a partir de segunda-feira; porcentual era de 0,88%, antes da decisão da Caixa3,80 %será a taxa mínima de empréstimos no crédito pessoal, que era de 3,85%1,20 %será a taxa mínima do cheque especial, que era de 1,27%

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