Caixa baixo coloca mais pressão sobre dona do BlackBerry

Para analistas, há dúvidas se a RIM tem fôlego suficiente para chegar ao lançamento da sua nova geração de smartphones

TORONTO, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h09

Enquanto a Research In Motion (RIM) está focada no lançamento da nova geração de BlackBerrys, que deve chegar ainda este ano, uma questão mais imediata para a companhia é se seu caixa durará até os novos celulares chegarem ao mercado.

A RIM já alertou que investidores devem esperar um prejuízo operacional quando ela divulgar seus resultados fiscais do primeiro trimestre na quinta-feira. Com isso em mente, o foco agora está em se a RIM, por meio de reduções de custos como resultado, principalmente, de cortes de postos de trabalho, pode comprar tempo suficiente para levar seus novos smartphones às mãos de consumidores.

"Só ligo para dinheiro. Essa é uma situação tensa, então o foco deveria estar no caixa", disse o analista Matthew Thornton, do Avian Securities em Boston. "Se eles não estiverem cortando os custos operacionais em ritmo veloz o suficiente, então o dinheiro pode desaparecer rapidamente, e isso terá consequências para o papel e para a avaliação da empresa."

Recursos. A RIM não tem dívida, e tem aproximadamente US$ 4 dólares por ação em dinheiro e investimentos, o equivalente a US$ 2,1 bilhões, valor que crescerá neste trimestre, segundo o novo presidente executivo, Thorsten Heins. Mas profissionais do mercado financeiro dizem que a RIM pode gastar esses recursos bastante rapidamente ao tentar endireitar o navio.

Se o caixa da empresa for reduzido a um ponto que prejudique suas operações, analistas dizem que a RIM pode ter de se endividar sob termos desfavoráveis, ou emitir ações diluidoras com desconto sob o preço atual, que já é baixo. Esses cenários apenas intensificariam a sensação de que a sobrevivência da RIM está em jogo.

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