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Caixa diz que taxa do consignado com garantia do FGTS pode ser menor que 3%

O banco ainda estrutura a nova operação anunciada ontem pelo governo e deve divulgar os detalhes da operação nos próximos dias

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2017 | 12h26

BRASÍLIA - A nova operação de crédito consignado com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderá ter juros inferiores a 3% ao ano. A informação foi dada pelo presidente da Caixa, Gilberto Occhi. O banco ainda estrutura a nova operação anunciada na última terça-feira, 4, pelo governo e deve divulgar os detalhes da operação nos próximos dias.

"Atualmente, nós já operamos com taxas inferiores a do mercado. A tendência é ficar abaixo de 3%", disse Occhi, ao comentar que o teto de juro para o empréstimo é de 3,5%. O presidente lembrou, porém, que o juro final praticado pelo banco depende do perfil do cliente. "Vamos trabalhar para reduzir o juro, mas sempre depende do rating do cliente".

Nessa nova operação com o FGTS, o trabalhador poderá dar como garantia até 10% do saldo do Fundo ou 100% da multa paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa - que é de 40%. A novidade é destinada aos trabalhadores da iniciativa privada - já que servidores públicos não recebem FGTS.

Pagamento de dívidas. O presidente da Caixa ainda anunciou que 24 mil clientes do banco nascidos entre janeiro e fevereiro sacaram os recursos de conta inativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar operações de crédito que estavam inadimplentes e somavam débito de R$ 368 milhões.

O número foi comemorado pelo executivo, que lembrou que não é possível dizer quantos clientes sacaram o dinheiro e usaram os recursos para quitar contas atrasadas em outras instituições financeiras e no varejo. "Isso reduz o nosso índice de inadimplência, mas o impacto é pequeno diante do tamanho da nossa carteira", disse.

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