Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Caixa Econômica Federal tem lucro de R$ 4,1 bilhões em 2016

No quarto trimestre, o banco teve lucro líquido de R$ 691 milhões

Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2017 | 08h44

A Caixa Econômica Federal (CEF) teve lucro líquido de R$ 691 milhões no quarto trimestre, de acordo com o balanço divulgado na manhã desta terça-feira, 28. O valor foi 8,65% maior que o de R$ 636 milhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o banco lucrou R$ 4,1 bilhões. Já o resultado operacional, que mede o desempenho recorrente da Caixa, cresceu 272% ante 2015, para R$ 4 bilhões, puxado pelo avanço nas receitas com serviços, na qualidade da carteira de crédito e por melhorias de eficiência.

Em 2016, a carteira de crédito da Caixa registrou alta de 4,4% na comparação anual, totalizando um saldo de R$ 709,3 bilhões, o que conferiu ao banco participação de 22,4% no mercado.

"O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, que possuem baixo risco, foram os principais responsáveis para o aumento da carteira", informou a Caixa no material de divulgação do balanço.

A margem financeira gerencial totalizou R$ 47 bilhões no ano, avanço de 7,4% em 12 meses, o que o banco atribui ao crescimento de 8,8% nas receitas de operações de crédito e de 2% nas despesas de captação. No quarto trimestre, a margem foi de R$ 11,8 bilhões, 5,8% acima do mesmo período de 2015.

O índice de inadimplência encerrou dezembro em 2,88%, redução de 0,7 p.p. em 12 meses, "significativamente abaixo da média de mercado, de 3,71%", segundo o comunicado. No ano, as despesas de provisão para devedores duvidosos somaram R$ 20,1 bilhões, 2,3% acima de 2015. "Esse comportamento demonstra que as ações de aperfeiçoamento da gestão de risco, da cobrança e de todos os demais elementos do ciclo do crédito estão produzindo os efeitos esperados pela Caixa", justifica a administração.

Em dezembro, a Caixa possuía R$ 2,1 trilhões em ativos administrados, sendo seus ativos próprios de R$ 1,3 trilhão, o que representa um aumento de 4,3% sobre o ano anterior. O índice de Basileia ficou em 13,5%, menor que o de 14,43% reportado em 2015.

A rede de atendimento conta com 60 mil pontos, dos quais 4,2 mil agências e postos de atendimento, 24,5 mil correspondentes Caixa Aqui e lotéricos, e 31,2 mil máquinas distribuídas nos postos e salas de autoatendimento. O número de clientes é de 87,1 milhões, 5% maior em 12 meses. Destes, 84,6 milhões são clientes pessoas físicas e 2,5 milhões pessoas jurídicas.

Comunicado. Em comunicado, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que os resultados mostram a melhora do banco. "O crescimento do resultado operacional, a redução da inadimplência e o controle de gastos da Caixa em 2016 são indicativos claros de que o banco está trilhando com firmeza o caminho da melhoria da eficiência".

O banco destaca que o índice da eficiência operacional teve melhora de 1,6 ponto porcentual no ano, para 52,1% ao final de dezembro, considerado o melhor índice dos últimos dez anos, "reforçando o foco da instituição na continuidade das ações para aumento da produtividade, ampliação das receitas, redução de gastos e sustentabilidade dos resultados", ainda conforme o comunicado.

Outros pontos ressaltados na mensagem da administração foram o resultado operacional, que teve um avanço de 272% em 12 meses; a margem financeira, que evoluiu 7,4% para R$ 47 bilhões; e o índice de inadimplência, que teve redução de 0,7 p.p. para 2,88% em 2016, "abaixo da média do mercado".

Também a linha "outras despesas administrativas" ganhou destaque no balanço, pois aumentaram 5,8% sobre 2015, porcentual este abaixo da inflação acumulada no período, de 6,3%. As despesas de pessoal aumentaram 6,5% em 12 meses.

"Com o avanço das receitas e o controle das despesas, os índices de cobertura de pessoal e administrativas continuaram a apresentar melhoria e aumentaram, respectivamente, 1,9 p.p. e 1,4 p.p. em 12 meses, chegando a 106,7% e 67,6%", diz a Caixa.

Na questão das receitas, o banco cita que a ampliação do relacionamento com clientes gerou aumento de 8,4% nas receitas com prestação de serviços ante 2015, sendo que as de contas correntes, convênios e cobrança, e administração de fundos de investimento, cresceram, respectivamente, 23,7%, 12,7% e 6,8% em 12 meses.

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