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Caixa eleva limite de crédito para construção para R$ 25 mil

Mudança, que entrou em vigor na segunda, só foi anunciada nesta terça-feira; recursos virão do FGTS

Isabel Sobral e Adriana Chiarini, da Agência Estado,

11 de novembro de 2008 | 17h05

A Caixa Econômica Federal elevou o limite de empréstimos direcionados para o financiamento de construção e reforma de imóveis de R$ 7 mil para 25 mil. Apesar da ampliação ter entrado em vigor na segunda-feira, a notícia só foi divulgada pela assessoria de imprensa da instituição nesta terça, 11.   Veja também: Conheça outro caso de intervenção do governo em construtoras De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   A nova regra para a linha de crédito, conhecida como Construcard/FGTS, utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com a assessoria, o aumento do teto foi a única mudança na linha, que, por envolver recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é destinada prioritariamente às famílias de menor renda, limitada a R$ 1,9 mil por mês. As taxas de juros que podem ser cobradas nesses empréstimos variam de 6% a 8,16% ao ano.   Quem possui renda acima de R$ 1,9 mil conta com a opção da linha de crédito Construcard/Caixa/SBPE, que usa recursos do próprio banco e das cadernetas de poupança.   O valor mínimo de empréstimo é R$ 1 mil, e o valor máximo é calculado conforme a capacidade de pagamento do tomador do empréstimo. As taxas de juros, nesse caso, podem chegar a 13,5% ao ano. Ainda segundo a Caixa, a contratação do empréstimo é simplificada, podendo ser incluídos os custos de mão-de-obra até 15% do valor do material.   Capital de giro   A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, anunciou, também nesta terça, que a nova linha de crédito de R$ 3 bilhões da instituição para capital de giro das construtoras deve estar operacional "em no máximo 10 dias". Com recursos da poupança, a linha oferece capital de giro às empresas de construção civil pela Taxa Referencial de juros (TR) mais 11% ao ano.   Em seminário sobre o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio, realizado no Clube de Engenharia, a executiva informou que os bancos públicos representam 34% do crédito na economia e Banco do Brasil e Caixa "têm condição excepcional de liquidez".   Ela informou que de janeiro a outubro, a Caixa destinou R$ 18 bilhões para habitação, mais que os R$ 17,4 bilhões em todo o ano de 2007. A meta para 2008 é chegar em mais de R$ 21 bilhões até o fim do ano. Só com recursos da poupança, de janeiro a outubro já foram financiados R$ 9,4 bilhões para a habitação.   De acordo com ela, o governo reconhece a importância do setor, que deve gerar 300 mil novos postos de trabalho em 2008. A executiva disse também que os investimentos públicos do PAC estão mantidos, assim como os programas sociais.

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