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Caixa empresta mais e lucra menos no 1º semestre

Presidente da Caixa diz que resultados estão de acordo com o que foi acertado com o Ministério da Fazenda

Michelly Chaves Teixeira, O Estadao de S.Paulo

18 de agosto de 2009 | 00h00

A Caixa Econômica Federal apurou um lucro líquido de R$ 1,158 bilhão no primeiro semestre, uma queda de 54% em relação a igual intervalo de 2008, segundo balanço divulgado pela instituição ontem. Já os números do segundo trimestre mostram lucro líquido de R$ 706 milhões, alta de 56,2% em relação ao trimestre anterior. A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, comentou que o resultado da instituição está dentro do que foi negociado com o Ministério da Fazenda e destacou a importância dos bancos públicos para a economia em tempos de crise. "Desde 2004, quando redefinimos nosso planejamento estratégico, ficou claro que o objetivo da instituição não é maximizar lucro, mas ser um instrumento de políticas públicas e democratizar o acesso do crédito de forma sustentável para a empresa."A oferta de crédito total da Caixa cresceu 56,1% entre junho de 2008 e junho de 2009, para R$ 99,2 bilhões, ante um crescimento de 19,7% do mercado no mesmo período. A Caixa atribui o desempenho à sua "agressiva política de juros". O crescimento observado na Caixa é o maior dos últimos 15 anos. Com isso, o banco revisou a projeção de crescimento de sua carteira de crédito no ano de 30% para pelo menos 40%, o que levaria o estoque a R$ 112 bilhões e daria à Caixa 8% de participação de mercado. Os ativos totais da instituição atingiram um saldo de R$ 323,7 bilhões ao fim de junho, enquanto o patrimônio líquido alcançou R$ 13,5 bilhões, altas de, respectivamente, 22,4% e 8,2% na comparação com igual intervalo de 2008. PROVISÕESA principal razão para a forte queda do resultado semestral foi o avanço de 93,4%, para R$ 1,384 bilhão, das chamadas "outras despesas" - provisões para perdas potenciais. Segundo o vice-presidente de Controle e Risco, Marcos Vasconcelos, foram três os impactos. Um deles foi o provisionamento R$ 374 milhões para reservas trabalhistas, ante R$ 77 milhões no primeiro semestre de 2008. Outra explicação é a alta em R$ 216 milhões das provisões para planos econômicos, contingências que representavam R$ 78 milhões em período correspondente de 2008. Para atender as novas normas contábeis do mercado brasileiro, a Caixa começou a reconhecer em seu balanço despesas com benefícios pós-emprego. SPREADOs executivos enfatizaram que a instituição conseguiu ter desempenho satisfatório apesar da queda da Selic (taxa básica de juros) e, por consequência, das taxas de juros praticadas pelo banco. Eles também citaram que o banco passou a trabalhar com spreads (diferença entre o juro pago na captação do recurso e o cobrado nos empréstimos) menores. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou duramente o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, por ter dito que a queda dos spreads cobrados pelos bancos públicos era insustentável no médio prazo. NÚMEROSR$ 323 bilhões é o saldo de ativos totais da instituição alcançado em junho56,1% foi quanto cresceu a oferta de crédito da Caixa R$ 13,5 bilhões é o patrimônio líquido do banco

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