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Caixa fará venda de balcão de seguros em etapas

Abertura de capital está programada para o segundo semestre deste ano

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2019 | 05h00

Depois de um ano e sete meses de espera, a Caixa Seguridade reabriu a disputa pelo seu balcão, que será feita em etapas, que antecedem sua bilionária abertura de capital, programada para o segundo semestre deste ano. Estão previstos dois grandes movimentos. Um primeiro, que contempla a busca de parceiros para os ramos de seguro de automóvel, consórcio, seguro habitacional e residencial e capitalização, foi anunciado na última sexta-feira, dia 10.

O segundo abrangerá parcerias nas áreas de grandes riscos, saúde e odontologia. Essa fase deve ser anunciada perto do fim do prazo máximo dado aos interessados pela primeira etapa se manifestarem - até o dia 27 de maio - por meio do acordo em que as partes se comprometem a manter as informações sob sigilo.

Vem pra Caixa. Ao ser redesenhado pela gestão atual, o novo processo de leilão do balcão de seguros da Caixa deve atrair um maior número de interessados. A expectativa é ultrapassar - e muito - os cerca de 20 players atraídos no processo anterior. Contribui, sobretudo, o fato de a nova disputa mirar não apenas seguradoras bem como resseguradoras e outras empresas com expertise em consórcio e capitalização. 

Assessores. A assessoria financeira da venda do balcão da Caixa Seguridade também mudou. Com o fim do contrato com os players até então contratados - Banco do Brasil e Credit Suisse, o processo passou a ser capitaneado pela área de banco de investimento da própria Caixa Econômica Federal. Mas não deve parar por aí. A Caixa deve selecionar mais um ou dois assessores para ajudá-los na operação.

Passaporte. A seleção dos bancos de investimento para a operação também promete ser acirrada. Isso porque participar da fase de leilão pode servir de trampolim para integrar o sindicato que vai tocar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade, com potencial de movimentar alguns bilhões. Na tentativa anterior, o valor almejado era de R$ 10 bilhões. Procurada, a Caixa Seguridade não comentou. 

Questão de foco. As lojas Mercado Extra tiveram aumento de 30% nas vendas desde que as unidades começaram a ser reformuladas para este novo formato. Assim, já respondem por 46% do crescimento do formato de supermercado da marca Extra. Essas unidades fazem parte do plano de conversão das lojas Extra Super, que pretende reposicionar o modelo para focar na experiência de compra.

Peso. O impacto é notável se considerar que as unidades Mercado Extra representam só 16% do parque de supermercados da bandeira. Até julho, a empresa espera ter reaberto 20 novas unidades, totalizando 43 lojas em São Paulo e no Rio.

Caiu no gosto. Após ganhar destaque na crise econômica recente, quando os bancos ficaram mais seletivos, obrigando as empresas a procurarem alternativas para se financiar, o crédito por duplicata segue em expansão. As concessões cresceram 14,6% em 12 meses até março deste ano, segundo a Central de Registro CRDC. Ante março do ano passado, a alta foi de 8,6%. Apesar do desempenho, a CRDC se mostra cética quanto à atividade econômica, que tende a limitar o crescimento da modalidade em 2019.

Nova roupagem. O Itaú Unibanco abriu as portas de duas novas agências que dão pistas do que pode ser o seu modelo de banco do futuro no Brasil. Localizadas na capital paulista, as unidades contam com totem para transações, mobília flexível e caixas eletrônicos - os bons e velhos ATMs - avançados. É possível fazer depósito imediato e sem envelope, pagar conta com dinheiro e receber troco, inclusive, em moedas. 

Sem atrito. O autosserviço aumentou embalado numa dose maior de tecnologia presente no atendimento. A ideia é aumentar a digitalização dos clientes, mas, sobretudo, oferecer novos formatos de atendimento. Ainda não será o fim dos ‘caixas humanos’. Nem das portas giratórias. Em algumas agências, elas já não existem mais. Em outras, foram reposicionadas.

Vivo. Durante um ano e meio, o Itaú mapeou e analisou os hábitos dos clientes. O resultado foi testado e começa a chegar às ruas. As duas novas agências servirão de termômetro para a rede de 4.934 pontos. Ainda não chegou a vez do robô do banco, a Mari, que segue apenas na “agência laboratório” do Itaú.

COM FLAVIA ALEMI

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