Caixa fecha acordo com 4 bancos para compra de carteiras

De imediato, instituição vai desembolsar R$ 1,1 bilhão; outros R$ 3,6 bilhões serão pagos em 24 meses

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

16 de outubro de 2008 | 19h02

A Caixa Econômica Federal fechou acordo nesta quinta-feira, 16, com quatro instituições financeiras de R$ 4,7 bilhões para a compra de carteiras de crédito. De imediato, a Caixa vai desembolsar R$ 1,1 bilhão. Outros R$ 3,6 bilhões serão pagos em 24 meses num acordo operacional com os quatro bancos para carteiras formadas por novos empréstimos que serão ainda originados. Veja também:Consultor responde a dúvidas sobre crise  Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, informou à Agência Estado que as carteiras são de crédito consignado e empréstimos para empresas (middle market). São carteiras de bancos médios e pequenos, cujos nomes não foram informados. "São carteiras boas, com risco baixo e bem estruturadas", afirmou o executivo da Caixa. Segundo ele, o negócio é bom para Caixa e também para a estratégia de dar condições de liquidez para as instituições financeiras nesse momento de escassez de crédito internacional. Percival acrescentou que as carteiras foram avaliadas com "rigor" e compradas com taxas de mercado. A Caixa analisa ainda a compra de oito outras carteiras, inclusive algumas formadas com debêntures. "Esse foi o primeiro lote. O segundo deverá sair na próxima semana", disse. Ele disse que não "fazem sentido" as críticas de que a Caixa está sendo utilizada pelo governo para socorrer os bancos. "A Caixa e o BB estão atuando como bancos normais. É uma operação de mercado", disse.  Segundo o vice-presidente, não está nos planos da Caixa oferecer linhas de financiamento para empresas que perderam dinheiro com a desvalorização do real. O dirigente da Caixa informou que a demanda por crédito, principalmente de empresas, continua alta. "O grande desafio agora é fazer a liquidez correr no mercado", disse.

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