Caixa financiará imóveis em feira

A primeira feira de imóveis da Caixa Econômica Federal (CEF) no Estado de São Paulo, que será realizada entre os dias 4 e 8 de outubro, no Conjunto Nacional, na capital paulista (Avenida Paulista, 2.073), ofertará 2.100 imóveis a preços que variam entre R$ 4 mil e R$ 260 mil, devendo gerar arrecadação de aproximadamente R$ 20 milhões, para uma estimativa de venda de 400 a 500 unidades. Os imóveis serão integralmente financiados pela CEF e não haverá descontos para pagamentos à vista. Segundo o superintendente Institucional da Caixa em São Paulo, Valter Nunes, o volume de recursos arrecadado será revertido para o financiamento de novos empreendimentos habitacionais. Os imóveis pertencem à carteira da CEF, tomados de mutuários inadimplentes ou recebidos como forma de pagamento. As unidades serão ofertadas a preços de mercado pelo sistema de concorrência pública - onde ganha o interessado que apresentar a melhor oferta - ou por venda direta - onde adquire o imóvel aquele que se dispuser a oferecer o valor mínimo de avaliação estipulado pela CEF. Do total de 2.100 unidades, 800 estão na lista de concorrência pública, enquanto os outros 1.300 são da relação da venda direta. Condições de financiamento Todo o estoque de imóveis terá financiamento garantido de até 100% sobre o valor total, sem a necessidade de depósito em poupança, como prevê a determinação mais recente da CEF para liberação de carta de crédito para aquisição de imóveis usados. As condições de pagamento podem ser feitas pela Carta de Crédito FGTS, cuja taxa de juros é de 6% ao ano. Este modelo é destinado a famílias com renda inferior a 12 salários mínimos. Outra condição segue os moldes da Carta de Crédito Caixa, a taxa de juros de 10,5% ou 12% ao ano. A menor taxa de financiamento diz respeito aos imóveis que foram ofertados em concorrência pública, porém, não foram vendidos. Nesse caso, a lei prevê que o imóvel preserve as mesmas condições da oferta anterior. Pelas regras atuais, a família que tenha renda superior a 12 salários mínimos e esteja interessada em adquirir imóveis usados, deve fazer depósitos mensais no PCI, durante 12 meses, equivalente às prestações dos financiamentos. Encerrado o prazo, a CEF libera a carta de crédito, mas o poupanção permanece bloqueado por mais 24 meses. Além disso, a atual regra estabelece juros de 12% ao ano, superior, portanto, ao índice de 10,5% dos imóveis que serão ofertados na feira por venda direta. No caso da aquisição do imóvel por venda direta, o interessado deverá fazer um depósito-caução equivalente a 5% do valor da unidade, para dar início à avaliação cadastral até a conclusão do negócio. O local da feira terá terminais de computador e cartilhas com informações a respeito dos imóveis e exposição de fotos das fachadas das casas e dos edifícios, que poderão ser visitados com acompanhamento dos corretores, cerca de 250 credenciados ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). Informações e imagens já estão disponíveis no site da CEF (veja o link abaixo). Encerrada a feira, a CEF deve manter plantão em algumas agências para finalizar vendas. Imóveis ainda estão ocupados Segundo Valter Nunes, 61% dos imóveis ofertados na feira, ou seja, 1.281, ainda estão ocupados. Para o superintendente da CEF, isso não será motivo de preocupação. Ele garante que, adquirido, o imóvel será entregue totalmente desocupado. "Se o morador oferecer resistência, o Creci-SP dará toda a assessoria jurídica para a desocupação, sem ônus ao novo proprietário", assegurou Nunes. Segundo o superintendente da CEF, pesquisa revela que 85% destes imóveis são ocupados por terceiros, isto é, pessoas que não tem nenhum vínculo de financiamento com a CEF. De qualquer maneira, garantiu Nunes, os atuais moradores receberão correspondência informando-os da feira, o que dará a eles a oportunidade de regularizar a situação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.