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Caixa lança fundo imobiliário

A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou hoje, em evento na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) o Fundo de Investimento Imobiliário Edifício Almirante Barroso. Lastreado no imóvel homônimo, situado no Rio de Janeiro, o fundo terá valor patrimonial de R$ 104 milhões (R$ 100 milhões referentes ao valor do edifício e o restante para um fundo de reserva). O edifício possui 31 pavimentos e soma cerca de 83.611 m².A CEF ocupa todo o prédio, onde estão instalados um escritório de negócios, gabinetes da diretoria, setores administrativos e duas agência bancárias. O imóvel foi vendido para o fundo imobiliário, cuja receita será gerada pelo aluguel pago pela CEF.A instituição pagará R$ 1,250 milhão por mês pelo espaço, com correção anual pelo IGP-M. O contrato é de dez anos, com garantia mínima de ocupação de cinco anos e é renovável por mais uma década. "Sendo a CEF seu ocupante, o risco de inadimplência ou atraso do aluguel é mínimo", assegurou Albuquerque.O produto será voltado para o varejo, isto é, para pequenos e médios investidores físicos ou jurídicos. Serão lançadas 104 mil cotas com valor unitário de R$ 1 mil. O investimento mínimo é de R$ 1 mil por CPF ou CNPJ e a aplicação máxima foi limitada a 1% do patrimônio do fundo, isto é, R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ. O fundo será administrado pelo Banco Ourinvest, tendo como custodiante, na emissão primária, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).O fundo recebeu hoje a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ir a mercado. Suas cotas serão vendidas nas agências da CEF e a expectativa, segundo Rodrigues, é que os correntistas do banco fiquem com a maioria delas. "Esperamos que a distribuição primária demore de duas a três semanas", afirmou outro vice-presidente do banco, Edson Oliveira Júnior.A rentabilidade bruta estimada para os cotistas é de 11% a 12% ao ano, segundo Oliveira Júnior. Dela, já estão descontadas a taxa de administração, equivalentes a 4% da receita líquida dos aluguéis, e outras despesas, mas não considera a incidência de 20% do Imposto de Renda. Por isso, a rentabilidade líquida para o cotista será mais baixa. "Na pior das hipóteses, ficará em 8% ou 9% ao ano", estimou Oliveira Júnior.Fundo será primeiro do ramo na SomaO Fundo de Investimento Imobiliário Edifício Almirante Barroso será o primeiro fundo imobiliário registrado na Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (Soma) para transações regulares. Até então, a Soma realizava apenas operações especiais de compra e venda de cotas imobiliárias, como, por exemplo, leilões de papéis para investidores estrangeiros. As operações na Soma começarão assim que for encerrada a distribuição primária e caracterizarão o mercado secundário do fundo.Segundo o vice-presidente do banco, Edson Oliveira Júnior, não há garantia de recompra dos papéis pela CEF, mas o executivo afirma que o banco auxiliará os cotistas nas transações. "Queremos ajudar na cotação do papel e em sua pulverização", explicou o presidente da CEF, Valdery de Albuquerque.A Soma conferirá maior transparência às operações, já que a formação de preço será ditada pelo mercado, as oportunidades de negócio serão divulgadas a todos e as informações estarão disponíveis por diversos meios dos boletins da Bovespa a noticiosos eletrônicos. A diretoria da CEF não arrisca quanto os papéis poderão se valorizar, em relação ao preço de face, quando entrarem no mercado secundário.Para o diretor do Banco Ourinvest, Rodrigo Machado, o potencial dependerá da demanda pelos papéis e de uma trajetória descendente das taxas de juros, que tornará as cotas mais atraentes diante de outras aplicações. Trabalhando desde 1999 com fundos imobiliários de varejo, Machado afirma que alguns chegam a se valorizar até 25% no mercado secundário.Banco pode lançar novos fundos imobiliáriosA CEF não descarta o lançamento de novos fundos de investimento imobiliário com ativos próprios. A medida pode ser novamente adotada para que a instituição se enquadre nas exigências do Acordo de Basiléia, que determina que os bancos mantenham apenas 50% de seu patrimônio líquido em imóveis até o final de 2002. "Estamos estudando outras oportunidades", afirmou o presidente da CEF, Valdery de Albuquerque.Ele informou que, neste ano, a meta do banco é desmobilizar o equivalente a R$ 400 milhões em ativos. Do total, cerca de R$ 250 milhões já foram alcançados, por meio dos leilões de agências bancárias. Em agosto, por exemplo, o banco anunciou a venda de 680 agências em todo o País.Segundo o vice-presidente de Negócios Bancários e Imobiliários da CEF, Wilson Risolia Rodrigues, os R$ 150 milhões restantes em imóveis devem ser oferecidos até dezembro. "Se não conseguirmos vender tudo no leilão, uma alternativa é agrupar os imóveis remanescentes num fundo imobiliário", disse.Numa outra linha, Albuquerque observa que a CEF também está estudando o lançamento de fundos imobiliários lastreados em ativos de terceiros. Neste caso, o interesse não seria o enquadramento da CEF no Acordo de Basiléia, mas a exploração de um novo nicho de negócios. "Entraríamos como agente estruturador da operação", disse.O principal interesse dos potenciais parceiros é a grande capacidade de pulverização das cotas, já que seriam vendidas através das agências do banco. Além disso, os produtos teriam maior credibilidade, já que contariam com o apoio de uma instituição prestigiada como a CEF.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 18h17

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