Caixa lança linha de R$ 1 bi para material de construção

Prazo de financiamento será de dois anos; valor máximo da compra fica limitado a R$ 10 mil

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2009 | 12h47

A Caixa Econômica Federal lançou nesta segunda-feira, 14, uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para a compra de materiais de construção em lojas de varejo. O prazo de financiamento é de até 24 meses e o valor máximo de cada compra é de R$ 10 mil. De acordo com o vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fabio Lenza, a taxa de juros dependerá do acordo firmado com cada lojista. Caso haja demanda, os recursos poderão ser ampliados em até mais R$ 1 bilhão.

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Além da linha lançada nesta segunda, a Caixa possui R$ 4 bilhões reservados para crédito por meio do Construcard, linha de até 60 meses e com carência de 6 meses destinada a reformas de maior porte.

 

Nesta modalidade, não há limite de crédito e o valor do financiamento depende da renda de cada comprador. Lenza afirmou que, com todo o crédito disponível para o setor, será possível aquecer as vendas de material de construção no varejo em 2010.

 

O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Claudio Elias Conz, disse que, com os recursos, o setor terá um desempenho em 2010 melhor que o aumento de 4% projetado para 2009. "Com o financiamento e a renda crescendo acima de 7%, esperamos um crescimento de 10% nas vendas em 2010."

Nesta segunda, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) anunciou uma estimativa de crescimento de 15,7% para as vendas internas do setor em 2010. A expectativa é de recuperação em relação ao desempenho apresentado em 2009. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as vendas domésticas caíram 14,81% em relação a mesmo período de 2008.

 

Conforme estudo realizado pela FGV Projetos a pedido da associação, até 2016 as vendas de materiais terão crescimento real (descontada a inflação) de 77,7%. A Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016, os investimentos habitacionais e a ampliação da infraestrutura do País são os fatores que puxariam a alta.

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