Caixa lança três títulos de capitalização

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Valdery Albuquerque, declarou hoje que a instituição irá lançar na próxima terça-feira, em Brasília, três títulos de capitalização para captar recursos que serão revertidos para as operações de créditos imobiliários. Segundo Valdery, ainda não foi definido o formato desses títulos, mas a exemplo dos demais produtos do mercado, o título de capitalização da Caixa funcionará com depósitos mensais programados e promoverá sorteios para o aplicador. Um detalhe importante é que o contemplado não recebe o prêmio em dinheiro, e sim por meio de uma carta de crédito, que será utilizada para a compra do imóvel. Valdery afirmou que os recursos que forem captados pelo título de capitalização da Caixa poderão ser direcionados para o financiamento de imóveis destinados a famílias de baixa renda. As informações detalhadas sobre os três novos títulos serão divulgadas também na terça-feira. Cuidados com título de capitalizaçãoAntes de assinar um contrato de título de capitalização, o consumidor precisa ficar atento a alguns detalhes desse tipo de produto. Basicamente, em um título de capitalização o consumidor paga as mensalidades e no fim resgata o saldo e adquire o produto que planejou comprar. O principal chamariz dos títulos de capitalização são os sorteios de prêmios, que ocorrem durante a fase de pagamento das mensalidades.Os recursos aplicados em um título de capitalização são divididos em dois montantes: um vai para a conta de investimento (corrigida de acordo com a caderneta de poupança) e a outra paga a taxa de carregamento (quantia comprometida com as aplicações da empresa e utilizada para pagar os prêmios). Essa taxa de carregamento varia de acordo com cada empresa. Há dois problemas principais com os títulos de capitalização. O primeiro é que o rendimento desse tipo aplicação geralmente é muito inferior ao praticado, por exemplo, pela caderneta de poupança, uma das modalidades mais conservadores de investimento. Outro problema é que, se o consumidor desistir do plano durante a fase de pagamento das prestações, não poderá resgatar integralmente o que pagou.Legalmente, a empresa deve devolver ao cliente 90% da provisão matemática, que é a diferença entre o total pago até o período e a taxa de carregamento. Cada empresa possui uma tabela de resgate que varia de acordo com o número de mensalidades já quitadas: quanto menos prestações quitadas, menor o resgate.

Agencia Estado,

10 de maio de 2002 | 17h48

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