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Caixa libera R$ 2 bi para financiar venda de bens de consumo

Banco fecha parceria com redes varejistas para financiar venda de eletrodomésticos, móveis, entre outros

Marcia de Chiara, de O Estado de S. Paulo,

12 de novembro de 2008 | 11h43

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta-feira, 12, uma linha de R$ 2 bilhões para financiar a venda de bens de consumo como eletrodomésticos, eletrônicos, móveis, e material de construção, com o objetivo de estimular a economia neste momento de crise financeira global. De acordo com a instituição, o produto - denominado Crediário Caixa Fácil - é destinado a pessoas físicas e o valor máximo do financiamento é de R$ 10 mil por pessoa, com prazo de pagamento de 24 meses. A taxa de juros dependerá da rede varejista, mas a previsão da CEF é que varie de 0,5 a um ponto porcentual abaixo das taxas praticadas pelos lojistas.   Veja também: SP e Minas lançam medidas próprias para elevar crédito De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   A Caixa fechou parceria com quatro redes varejistas de São Paulo (Baú Crediário), Santa Catarina (América Móveis), Pernambuco (Tradição Móveis) e Rio Grande do Sul (Lojas Certel) e já negocia com mais lojas do Pará, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. De acordo com a instituição, dos R$ 2 bilhões disponíveis, R$ 100 milhões já foram liberados para aplicação na venda de produtos nos próximos 12 meses, em quatro contratos assinados no evento de anúncio da medida, nesta quarta em São Paulo. A linha é destinada a lojistas que faturam até R$ 300 milhões anuais.   As medidas que o governo brasileiro já tomou para ajudar a restabelecer o crédito no País:   - Determinou a ampliação do desconto usado no cálculo do compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e de poupança e adiou a implementação do recolhimento sobre depósitos de empresas de leasing. As medidas permitiram a liberação de R$ 13,2 bilhões   - Liberou R$ 7 bilhões do FGTS para capitalizar o BNDES e garantir a manutenção do crédito   - Autorizou bancos que comprarem carteiras de crédito de instituições menores a terem redução do compulsório. A medida libera R$ 23,5 bilhões   - Deu autorização a bancos que operam no exterior a emprestar dólares das reservas internacionais para financiar exportações - Liberou R$ 5 bilhões para linhas de pré-embarque de mercadorias ao exterior   - Elevou o abatimento usado no cálculo do compulsório sobre depósitos a prazo, liberando ao mercado R$ 23,2 bilhões   - Novas regras do BC prevêem a liberação de compulsórios num total de até R$ 100 bilhões. No curto prazo, devem ser injetados no mercado R$ 47 bilhões   - Mudança de regras do Conselho Monetário Nacional (CMN) injetou mais R$ 5,5 bilhões no crédito rural para garantir o plantio. O Banco do Brasil já havia decidido antecipar a liberação de R$ 5 bilhões para a agricultura previstos para esta safra   - Anunciou um programa de financiamento de capital de giro para as construtoras que pode chegar a R$ 11 bilhões   - Banco do Brasil vai fornecer empréstimos de R$ 4 bilhões aos bancos das montadoras e outros R$ 5 bilhões para capital de giro de médias e pequenas empresas   - BNDES terá linha de financiamentos de R$ 10 bilhões para capital de giro de médias e grandes empresas, empréstimos de pré-embarque e empréstimos-pontes   - Ampliou o prazo de pagamento de alguns impostos federais, o que deve significar um alívio de R$ 21 bilhões para as empresas   - Fechou, por meio da Caixa Econômica Federal, parceria com redes varejistas para financiar R$ 2 bilhões em bens de consumo para a população

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