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Caixa muda feirão e setor adota plano B para vender

Ausência do mega evento da Caixa pode dar uma esfriada nas vendas das construtoras no segundo trimestre

Coluna Broadcast, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2019 | 05h00

O tradicional Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal vai mudar. Responsável por negociar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões por ano, o formato será remodelado após 14 anos. A ideia da nova gestão do banco é pulverizar o feirão. Ao invés de poucos eventos de grande porte, a Caixa prepara uma série de pequenas feiras em mais de 100 municípios por todo o País. Tradicionalmente realizado no primeiro semestre, o feirão foi transferido para a segunda metade do ano. O novo modelo deve começar a ser testado em agosto. A ausência do mega evento da Caixa pode dar uma esfriada nas vendas das construtoras no segundo trimestre. Essa perda será concentrada no segmento de moradias populares, que é, justamente, o foco do feirão.

Sem o grande evento da Caixa, algumas empresas resolveram organizar suas próprias promoções de vendas. Neste fim de semana, a Tenda realiza um feirão com oferta de imóveis em condições especiais em cinco Estados. A Cury já fez o seu no mês passado. A MRV, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), tem optado por feirões regionais no fim de cada trimestre. E a Direcional vem realizando campanhas variadas de vendas, sem o formato de feirão. Procurada, a Caixa não comentou. 

 

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