Caixa negociará consórcio imobiliário

Sem dinheiro para financiar a compra da casa própria pela classe média, a Caixa Econômica Federal resolveu investir no ramo do consórcio de imóveis, conforme decisão aprovada ontem pela diretoria da instituição. O diretor de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Aser Cortines, disse que, para operar no setor, a Caixa terá de criar uma empresa administradora específica e solicitar autorização de funcionamento ao Banco Central. O presidente da instituição, Emílio Carazzai, quer que o novo produto esteja no mercado até o fim deste ano.Segundo Aser Cortines, a entrada da Caixa no mercado de consórcios justifica-se neste momento de escassez de recursos e taxas de juros elevadas. "Na medida em que a taxa de juros é alta, ela incentiva o consórcio", explicou. Aser disse que vários pontos ainda estão em aberto, como por exemplo a taxa de administração a ser cobrada dos consorciados. É intenção da Caixa abrir grupos nacionais, com prazos de pagamento e valores diversos. De acordo com o diretor, existe demanda para o produto. Pela pesquisa feita pela instituição, com base em dados do Banco Central, atuam no País 76 empresas administradoras de consórcio de imóveis, com 495 grupos em andamento e um total de 87 mil participantes ativos.A Caixa deverá abrir grupos com prazos de 60 a 120 meses. O valor da carta de crédito deverá ficar entre R$ 50 mil e R$ 80 mil. "Não pretendemos trabalhar com faixas elevadas", disse Aser. Segundo ele, era nessa faixa que a Caixa vinha trabalhando nas operações de financiamento de imóveis para a classe média, suspensas desde 31 de agosto. Nada impede, no entanto, que o consorciado contemplado complete o valor do imóvel que pretende comprar com recursos próprios ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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