Caixa paga parcela da correção do FGTS

A Caixa Econômica Federal (CEF) começa hoje a pagar mais uma parcela do crédito complementar do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), decorrente da diferença de correção monetária não creditada às contas por ocasião dos planos Verão e Collor I. Vão receber os trabalhadores que formalizaram a adesão ao acordo proposto pelo governo e têm a receber mais de R$ 2 mil. O pagamento, segundo a Caixa, totaliza R$ 1,71 bilhão e se soma aos R$ 22 bilhões que já foram injetados na economia por meio dos saques realizados pelos trabalhadores nas etapas anteriores. As parcelas do crédito complementar do FGTS são liberadas a cada semestre. No exercício de 2004, foram liberados cerca de R$ 11,2 bilhões. Deste montante, 78,1% (correspondentes a R$ 8,7 bilhões) foram sacados pelos trabalhadores. Podem sacar o dinheiro os trabalhadores que perderam seus empregos no passado ou se aposentaram. Quem não pode sacar tem o dinheiro creditado em conta. Está sendo liberada a partir de hoje a quinta e última parcela semestral de quem tem a receber entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. Também estão recebendo a quarta parcela semestral, de um total de sete, os trabalhadores que têm a receber entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. Os trabalhadores que têm mais de R$ 8 mil a receber estão retirando a terceira parcela. O pagamento, pela Caixa, é feito na forma escolhida pelo trabalhador no Termo de Adesão FGTS. Ou ele recebe nas agências, ou por meio de crédito em conta bancária. Quem optou por receber em agência de outro banco que não a Caixa vai ter de esperar até o final da semana. Os bancos têm até três dias para realizar o crédito na conta indicada pelo cliente, a partir do aviso da Caixa. A previsão é de que sejam creditados em conta bancária R$ 834 milhões e que outros R$ 524 milhões sejam sacados em espécie. A diferença, em relação aos R$ 1,7 bilhão estimados para pagamento nesta etapa, ficará depositada na conta do FGTS em nome do trabalhador. Desde que foi feito o acordo, a Caixa recebeu 32,1 milhões de Termos de Adesão. De junho de 2002 até novembro de 2004 foram realizados 51,6 milhões de pagamentos correspondentes a R$ 22 bilhões. Outros R$ 4,8 bilhões foram creditados para trabalhadores que não têm direito ao saque. Um total de R$ 3,3 bilhões encontra-se à disposição dos trabalhadores para realizarem saques. A diferença entre o número de pagamentos e o de contas creditadas se explica pelos casos em que o trabalhador não está enquadrado em nenhum dos motivos que permitem o saque pela lei do FGTS. É o caso, por exemplo, das pessoas que continuam no mesmo emprego da época dos planos econômicos ou dos que foram demitidos por justa causa.

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