Caixa planeja expandir crédito e abrirá 2 mil agências

A Caixa Econômica Federal resolveu focar no crescimento orgânico e expandir sua área de atuação. O banco público não pretende fazer novas aquisições e planeja abrir 2 mil agências até 2014. Além disso, entrou no financiamento agrícola e abre no começo do ano que vem um banco de investimento com foco em operações de renda fixa.

ALTAMIRO SILVA JUNIOR , O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h09

O presidente da Caixa, Jorge Hereda, disse que mesmo em períodos de crise, com o cenário externo desfavorável, é possível crescer sem comprometer os indicadores financeiros. "A Caixa não vai crescer comprando outros bancos. Vamos crescer organicamente." Em meio à crise global, a estratégia era um pouco diferente, e o governo até editou uma medida provisória em outubro de 2008 para permitir que bancos públicos fizessem aquisições e expandissem a presença no mercado financeiro. A Caixa comprou o Panamericano e logo depois foi descoberta uma fraude que chegou a R$ 4,2 bilhões.

A Caixa deve ter expansão de até 45% no crédito este ano. Para 2013, pode crescer na casa dos 40%, afirma Hereda. O executivo diz que a capitalização anunciada pelo governo na sexta-feira, de R$ 13 bilhões, vai permitir manter a trajetória de expansão.

Além desse dinheiro, a Caixa deve fechar em outubro sua primeira emissão de papéis no exterior, que pode render US$ 1,5 bilhão. Em período de silêncio por causa da oferta dos papéis, Hereda não deu mais detalhes da operação, que começa a ser apresentada a investidores nos próximos dias na Europa e EUA.

A expansão da rede de atendimento, além do objetivo de trazer mais clientes, está relacionada à estratégia de entrar em um novo segmento, o financiamento agrícola, dominado pelo Banco do Brasil. Hereda disse que muitas das 2 mil agências abertas até 2014 estarão em regiões onde a agricultura é forte, como no Centro-Oeste. A Caixa já fez um teste-piloto com o novo produto e a partir de outubro deve começar os empréstimos em maior escala. A meta é liberar R$ 2 bilhões no primeiro ano.

Também em outubro o banco deve encaminhar ao BC um pedido de autorização para abrir um banco de investimento. O conselho da Caixa discute nos próximos dias qual o tamanho dessa unidade, que terá foco inicial no mercado de renda fixa, coordenando emissões de debêntures e operações estruturadas.

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