Caixa pode reaquecer setor de imóveis

A retomada do financiamento habitacional para a classe média pela Caixa Econômica Federal deve ajudar a reaquecer o mercado imobiliário em 2002. Pelo menos, essa é a expectativa de empresários do setor e do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), que fechou seu balanço anual com queda em relação ao ano passado. "A Caixa ainda é o sustentáculo da maior parte das empresas imobiliárias do País", afirmou o presidente do Secovi-SP, Romeu Chap Chap. Este ano, 55,9% dos financiamentos feitos na cidade de São Paulo foram efetivados pela instituição. A comercialização direta com o incorporador correspondeu a 39,6% do total. O restante, 0,6%, foi feito por outras modalidades, incluindo o financiamento por bancos privados. O número de lançamentos e de vendas diminuiu este ano em relação a 2000. Até o fim deste mês devem ser lançadas 23 mil unidades, segundo estimativa no Secovi, uma redução de 20% em relação ao ano passado, que teve 29.666 unidades novas no mercado. O volume de vendas também teve queda, menos acentuada, de 5%. "No segundo semestre houve um declínio de lançamentos e de vendas por conta das crises de energia e da Argentina, da recessão norte-americana, e principalmente, da suspensão do financiamento da Caixa", explicou Chap Chap. "Esperamos que em 2002 haja um reconhecimento de que precisamos de um sistema de financiamento melhor." Ele ainda ressaltou que as instituições privadas de crédito deveriam ter maior participação no setor. Previsão As perspectivas dos empresários para o próximo ano são boas, apesar das últimas crises. A previsão é que haja crescimento de 10% a 15% no número de lançamentos, chegando a 27 mil unidades - número ainda menor que o registrado em 2000. Essa idéia é alimentada, principalmente, por 2002 ser ano eleitoral e porque muitos empreendedores deixaram de fazer lançamentos por causa de uma "crise psicológica". "Quem trabalhar terá boas oportunidades", disse Chap Chap.

Agencia Estado,

17 Dezembro 2001 | 19h12

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