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Caixa prepara nova redução de juros

Plano inclui corte nos spreads; área econômica do banco projeta queda de 3 pontos porcentuais da taxa Selic em 2009

Adriana Fernandes, O Estadao de S.Paulo

17 de janeiro de 2009 | 00h00

A Caixa Econômica Federal prepara uma nova rodada de redução de taxas de juros dos empréstimos aos seus clientes. O pacote com taxas mais baratas, que será anunciado no prazo de 15 dias, vai incluir também um novo corte de spreads bancários (diferença entre o custo de captação e o custo do empréstimo) em alguns produtos oferecidos pelo banco estatal. A medida faz parte da estratégia de política econômica do governo de estimular a concorrência e reduzir o custo do crédito para as empresas e pessoas físicas com o objetivo de estimular o crescimento econômico este ano. A redução dos juros dos bancos oficiais será complementar ao novo pacote anticrise que o governo prepara para ser anunciado ainda neste mês. O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, antecipou à Agência Estado que os estudos para o cálculo das novas taxas levam em conta cenário de taxa Selic traçado pelo área econômica do banco federal, de 10,75% ao ano no fim de dezembro de 2009. Esse cenário está condicionado a uma queda de 3 pontos porcentuais da Selic até o fim do ano. A Selic hoje está em 13,75%. "Nós reprecificamos uma nova curva de juros", disse Percival. "É uma decisão interna da Caixa, que está em linha com a política econômica do governo", afirmou. Segundo o vice-presidente, os modelos usados pelo banco para traçar os cenários indicam que há espaço para essa redução maior da Selic. A média do mercado, de acordo com a pesquisa Focus realizado pelo Banco Central com instituições financeiras, é de uma queda menor até dezembro, para 11,75%. O executivo da Caixa destacou que o IGP-10 de janeiro apresentou deflação e os indicadores mostram queda da inflação, com desaceleração do ritmo da atividade econômica. "Os contratos de DI futuro (juros futuros) derreteram a um nível menor do que em dezembro de 2007", disse Percival. Em dezembro, com a diminuição da volatilidade do mercado financeiro, a Caixa já tinha feita uma rodada de queda dos juros, alongamento dos prazos e dos spreads, seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que os bancos públicos devem baratear o crédito. A estratégia do governo é usar os bancos oficiais, que respondem por quase 40% do crédito no País, para puxar para baixo as taxas e influenciar as instituições privadas a fazerem o mesmo, diminuindo o custo do dinheiro. Segundo fontes da equipe econômica, o Banco do Brasil também deve seguir a Caixa. O Banco do Brasil recebeu orientação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para fazer uma nova rodada de baixa dos seus spreads e taxas. No fim do ano passado, o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, se queixaram publicamente das taxas praticadas pelo Banco do Brasil. Antes de sair de férias, na semana passada, Mantega se reuniu com um grupo de empresários que reclamaram que o crédito continua elevado. Procurado pela Agência Estado, o Banco do Brasil não quis comentar a informação.

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