Caixa prevê mais crédito e aporte federal

O presidente da Caixa, Jorge Hereda, disse ontem que a expansão na carteira de crédito da instituição poderá exigir aumentos de capital pelo Tesouro. O nível de Basileia da Caixa está entre 12,6% e 12,8%. "Se a Caixa fosse uma empresa aberta em Bolsa, chamaria os seus acionistas para participar de um esforço e daria um retorno para esses acionistas. Nós temos um controlador, que é o governo federal, que participa de nossos resultados. Portanto, é uma ação normal", afirmou, sem citar valores de uma eventual capitalização.

VINÍCIUS NEDER / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h09

No crédito imobiliário, até maio, a Caixa contratou R$ 40 bilhões da meta de R$ 100 bilhões em contratações para este ano. O segmento representa cerca de 60% da carteira da Caixa. Em 2011, as contratações ficaram em R$ 80 bilhões.

Apostando num aumento de sua participação no mercado de crédito após a redução nas taxas de juros, a Caixa elevou a previsão de expansão da carteira. Nos 12 meses até maio, o aumento da concessão de crédito pela Caixa ficou em 45%. Apenas em abril e maio a concessão de crédito foi cerca de 70% maior do que em igual período de 2011.

"Tínhamos programado 38% (de crescimento no crédito em 2012). Achamos que vai passar de 40%", afirmou Hereda. "Nossa estratégia é baixar juros e aumentar a base de clientes para manter o mesmo resultado do ano passado", disse. A meta da Caixa, afirmou, é repetir os R$ 5,2 bilhões de lucro de 2011.

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