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Caixa quer usar R$ 5 bi do FGTS em projetos do BNDES

Projetos do BNDES seriam apresentados à Caixa, que faria avaliação da viabilidade e das perspectivas

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

22 de novembro de 2007 | 19h56

A Caixa Econômica Federal quer usar pelo menos R$ 5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para investir em projetos de infra-estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta é do vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Wellington Moreira Franco. Se a parceria for aprovada, ele acredita que os primeiros projetos beneficiados podem começar em até 100 dias. O plano da Caixa prevê a realização de uma parceria com o BNDES para que os recursos do FGTS possam ser investidos nos projetos do banco de fomento. Moreira Franco disse à Agência Estado que os R$ 5 bilhões seriam destinados apenas aos empreendimentos, e não haveria capitalização do BNDES. "Eles precisam de capital para uma série de projetos e nós temos os recursos do FGTS. Acho que essa pode ser uma parceira extremamente proveitosa", afirmou. Na parceira, os projetos do BNDES seriam apresentados à Caixa, que faria uma avaliação da viabilidade e das perspectivas de cada um dos empreendimentos. Se forem seguros, viáveis e houver expectativa de retorno, explica Moreira Franco, os projetos poderiam contar com recursos do FI-FGTS. Ele observa, contudo, que não está sendo fechada a possibilidade de investir em projetos de fora do BNDES. Pela legislação federal aprovada em junho, esse fundo só pode alocar recursos em empreendimentos nas áreas de energia, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e saneamento. Procurado, o BNDES informou que há "milhares" de projetos nessas áreas, mas que a instituição não vai se pronunciar sobre o assunto. Para começar a operar, o FI-FGTS precisa ser regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para o vice-presidente da Caixa, a regulamentação deve ser anunciada nos próximos dias. Quando isso acontecer e se houver acordo entre as partes, Moreira Franco acredita que as obras dos primeiros projetos beneficiados poderiam começar em 100 dias. Ele observa que o Ministério da Fazenda é quem deve liderar o processo de acordo entre as duas partes.

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