Caixa reabre linha de crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal voltou a oferecer opções de financiamento imobiliário para a classe média (famílias com renda mensal acima de R$ 2 mil). Os créditos para os interessados na aquisição de imóveis com esse nível de renda estavam suspensos desde 31 de agosto. As linhas foram reabertas na semana passada, agora abastecidas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).O Programa FAT-Habitação, aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) em novembro, está liberando R$ 1 bilhão em recursos para três linhas de financiamento imobiliário pela Caixa: para aquisição de imóveis novos (com até seis meses, contados do recebimento do "habite-se"), para compra de imóveis na planta (negociados com a construtora) e para a construção individual (unidades construídas pelos mutuários).Nas novas modalidades de crédito disponíveis, o valor-limite de financiamento é de R$ 180 mil, com valor máximo de avaliação do imóvel de R$ 300 mil. Na compra de imóvel na planta e na construção individual, o mutuário pagará os juros pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que está em 10% ao ano, mais uma taxa fixa de 4% ao ano. Na aquisição de unidade pronta, também será usada a TJLP, mas o juro fixo será maior, de 5,5%.As prestações serão calculadas pelo Sistema de Amortização Constante (SAC). Nesse caso, as parcelas iniciais podem ficar mais altas do que as de outros sistemas, como o de cálculos pela Tabela Price (TP). Isso ocorre porque, pelo SAC, o mutuário amortiza mensalmente parcela maior da dívida com os juros, que, por sua vez, incidem sobre um saldo devedor cada vez menor. Se a taxa de juros permanecer igual ou cair, o resultado será uma prestação menor a cada mês, explica Nédio Rosselli, gerente de Mercado da Caixa Econômica Federal.Outro ponto interessante do SAC é que o saldo devedor do mutuário vai declinar mensalmente e no término do prazo contratual não haverá nenhum resíduo.

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