Caixa recebe 405 propostas para 'Minha Casa, Minha Vida'

Propostas totalizaram 73.901 unidades habitacionais e envolvendo R$ 4,7 bilhões até semana passada

Adriana Chiarini, de O Estado de S. Paulo,

28 de maio de 2009 | 18h38

A Caixa Econômica Federal (CEF) recebeu 405 propostas de empreendimentos para o programa "Minha Casa, Minha Vida", totalizando 73.901 unidades habitacionais e envolvendo R$ 4,7 bilhões, até a sexta-feira da última semana, 22. Desses, porém, apenas 39 empreendimentos (menos de 10% do total de propostas), com 2.825 habitações, já estavam contratados até aquela data. Outros 37 empreendimentos tinham previsão de contratação pela instituição financeira para os próximos dias.

 

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As construtoras estão animadas com o programa "Minha Casa, Minha Vida". Preparam-se para encaminhar à Caixa projetos com mais milhares de unidades residenciais, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A CBIC Aposta na aprovação do programa, que já passou pela Câmara dos Deputados, também pelo Senado, mas não está satisfeita com a diferença entre o número de projetos apresentados e os já contratados.

 

"Há uma greve da área de engenharia, arquitetura e direito da Caixa desde o início do programa, em abril, que já começa a incomodar", disse à Agência Estado o presidente da CBIC, Paulo Safady. "Isso está prejudicando também obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)", afirmou.

 

A Caixa confirma que há um movimento trabalhista de funcionários de nível superior, mas segundo sua assessoria de imprensa, "nada está parado". A instituição lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deu prazo para cumprir a meta de o "Minha Casa, Minha Vida" atingir um milhão de unidades residenciais. Apesar disso, a CEF trabalha "com a hipótese de cumprir 25% da meta" este ano.

 

O desejo da CBIC é de que se possa adiantar o número de contratos envolvendo o governo este ano para compensar possíveis dificuldades em 2010. "No ano que vem tem eleição. Depois de julho e agosto, a conversa é outra. Pára tudo. Fica uma enorme burocracia", afirmou Safady.

 

A CEF vê sinais positivos tanto de procura quanto de oferta para o programa. O simulador da instituição, ferramenta pela qual o interessado pode verificar, por exemplo, prestações para financiamentos habitacionais, passou a registrar recordes quase que diariamente com o interesse do potenciais mutuários pelo "Minha Casa, Minha Vida", segundo e-mail da assessoria de imprensa.

 

O texto também diz que as empresas registraram "relevante aumento" das visitas em seus estandes e que as construtoras "responderam positivamente, mantendo o ritmo de lançamentos e, principalmente, ajustando a oferta de produtos de acordo com a principal demanda, ou seja, para famílias de baixa renda".

 

Os projetos para as faixas de menor renda são mais numerosos até agora. Das 73.901 unidades habitacionais que constam dos projetos do "Minha Casa, Minha Vida", uma parte de 28.918 unidades são referentes à faixa de renda de zero a três salários mínimos, contemplada com mais subsídios no programa. Outra, de 23.696 unidades, são para a faixa acima de três e até seis salários mínimo. Há ainda projetos para 21.287 unidades referentes à renda familiar acima de seis e até dez salários mínimos.

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