Nilton Fukuda/Estadão
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Caixa reconhece problema com Pix, mas diz que serviço foi normalizado

No início do dia, clientes da instituição citaram nas redes sociais que não conseguiram fazer transferências, via Pix, por meio da Caixa

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 17h42

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal afirmou que seus serviços relacionados ao Pix – o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos – foram normalizados ainda na manhã desta segunda-feira, 16, depois de ter detectado problemas. No início do dia, clientes da instituição citaram nas redes sociais que não conseguiram fazer transferências, via Pix, por meio da Caixa. 

Às 9 horas desta segunda, começou a fase de operação plena do Pix. Na prática, já é possível realizar pelo sistema transferências e pagamentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. A expectativa é de que as operações sejam liquidadas em até dez segundos.

A Caixa reconheceu que, de fato, enfrentou problemas no início do dia. “A Caixa informa que, no início desta manhã (16/11), houve uma intermitência pontual no serviço do PIX e que as operações impactadas serão automaticamente estornadas, sem prejuízo aos clientes”, afirmou a instituição ao Estadão/Broadcast. “O serviço foi normalizado ainda pela manhã e, até o início desta tarde, já haviam sido cadastradas 170 mil novas chaves e realizadas mais de 200 mil operações”, acrescentou o banco.

Em entrevista coletiva sobre o PIX no início da tarde, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, admitiu que algumas operações do Pix não foram completadas, mas descartou qualquer instabilidade no sistema da autoridade monetária. 

“É importante diferenciar o que é instabilidade do sistema e o que são operações que não foram completadas. Não houve nenhuma instabilidade no sistema. Houve um volume de operações que não foram completadas em um banco ou outro, e monitoramos isso. Pode ter havido um erro na formatação da chave pelo banco. Quando há um volume grande de operações rejeitadas, entramos em contato com os bancos”, afirmou.

Presente à coletiva, o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Angelo Duarte, disse que as instituições maiores podem ter apresentado alguns problemas, que já foram corrigidos. “No momento vemos uma operação normal no Pix. Houve alguns problemas que já passaram, e todos estão operando dentro da estabilidade”, completou, no início da tarde.

Até domingo, 15, um total de 71 milhões de chaves haviam sido cadastradas no Pix, considerando todas as instituições do País. A chave de usuário é um identificador de contas: o cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco). Por meio dela, será possível receber pagamentos e transferências. A chave é um “facilitador” para identificar o recebedor, mas não é indispensável para receber um Pix.

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