Chico Lelis/Estadão
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Caixa e BB cortam juros imobiliários

O corte de juros valerá para créditos com saldo devedor atualizado pela TR no Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Eduardo Rodrigues e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 15h40
Atualizado 30 de outubro de 2019 | 22h23

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram ontem redução nas taxas nos juros cobradas em financiamentos imobiliários. As novas taxas terão validade para novos contratos, fechados a partir de 6 de novembro.

A menor taxa de juros cobrada pela Caixa passará agora a ser de 6,75% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR) – criada em 1991, ela é um fator de correção monetária de empréstimos, do FGTS e de investimentos. Atualmente, a TR está zerada. Anteriormente, a taxa de juros mínima cobrada pela Caixa era de 7,50% mais a TR. Já a maior taxa, que antes era de 9,50% mais a TR, agora será de 8,50% mais a TR. 

Segundo o banco, as novas taxas passam a valer em 6 de novembro. O corte de juros valerá para créditos com saldo devedor atualizado pela TR no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

Essa é a segunda redução de juros anunciada pela Caixa em menos de um mês. Em 8 de outubro, o banco já havia cortado em até 1 ponto porcentual as taxas para financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.

Na linha com correção da inflação, a taxa continua entre 2,95% e 4,95% ao ano, mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esses valores não foram alterados nesta semana.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que a instituição já realizou 365 mil contratos de financiamento de imóveis em 2019. O presidente do banco garantiu que as novas taxas são sustentáveis. “Há um aumento consistente e recorrente na demanda por crédito imobiliário”, acrescentou. “Perdemos a liderança no crédito imobiliário em 2018, mas dobramos o volume de concessões neste ano e já estamos 25% à frente do segundo banco no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)”, disse. O SBPE usa recursos da poupança para o financiamento à casa própria.

Clientela

Guimarães negou que as reduções de juros decorrem da perda de clientes para outros bancos, que teriam taxas mais competitivas. Segundo ele, o que pode estar ocorrendo é a portabilidade de créditos antigos, com mais de cinco anos, de quando a Selic (taxa básica de juros) era muito mais alta.

“Ter competição é ótimo e a participação de bancos privados é excelente. E o próprio movimento da Caixa gerou as reduções em curso em outros bancos. Esperamos que os outros bancos também reduzam os juros para abaixo de 7%”, avaliou.

O presidente da Caixa explicou ainda que a taxa de mínima, de 6,75% mais TR, praticamente inviabiliza a faixa 3 do Minha Casa Minha Vida, por já oferecer um custo menor aos tomadores. Guimarães destacou que, mesmo com a redução das taxas de juros atreladas à TR, as linhas corrigidas pelo IPCA continuam com taxas menores. “Mas essas novas linhas baseadas no IPCA têm mais volatilidade nos juros”, completou.

BB

O Banco do Brasil afirmou que as taxas do credito imobiliário variam de acordo com o prazo e o perfil do cliente, e a redução pode chegar até a 0,82 ponto porcentual ao ano. No caso do home equity, linha de crédito em que um imóvel é dado como garantia, a taxa mínima cai de 1,38% ao mês para 1,34%, e a máxima de 1,80% para 1,76% ao mês, informou o BB.

Aplicativo

A Caixa também lançou ontem um aplicativo para celulares de pessoas de baixa renda. O “Caixa tem” também é voltado para beneficiários de programas sociais. Nele, será possível realizar pagamentos de contas, transferências e consultas sociais relacionadas ao FGTS e ao Bolsa Família, entre outros serviços. Segundo a Caixa, com plataforma mais simples e baixo consumo do pacote de dados, o app foi desenvolvido para possibilitar a inclusão financeira e ampliar o acesso aos serviços por pessoas que têm celulares mais simples.

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