Caixa segue BB e reduz mais os juros

Corte atinge três linhas de crédito para pessoas físicas e duas para empresas e volta a deixar instituição com juros bancários mais baixos

EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h04

A Caixa Econômica Federal fez uma nova rodada de cortes nas taxas de juros de algumas linhas de financiamento, conforme antecipou o 'Estado', na esteira do anunciado pelo Banco do Brasil anteontem. A instituição reduziu os custos de três linhas para pessoas físicas e duas para empresas.

O corte, que começa a valer na próxima segunda-feira, tem como objetivo garantir que o banco continue com as taxas mais baixas do mercado e faz parte daquilo que está sendo chamado no governo de "guerra do centésimo". Por isso, a Caixa mirou nas modalidades em que havia sido "ultrapassada" por outras instituições.

Ontem, a Caixa cortou a taxa mínima do crédito para veículos pela segunda vez, de 0,98% para 0,89% ao mês. Na quinta-feira, o BB reduziu sua taxa nessa modalidade de empréstimo, de 0,99% para 0,95% ao mês. Um dia antes, o Bradesco havia chegado a 0,97%. O HSBC, primeiro privado a seguir os bancos públicos, reduziu a mesma taxa para 0,99% na semana passada.

No crédito com desconto em folha (consignado) para aposentados, o BB chegou a um piso de 0,79% ao mês, o que levou a Caixa a reduzir a taxa mínima novamente, de 0,84% para 0,75%.

A disputa mais acirrada está na taxa mínima do crédito direto ao consumidor (CDC), que caiu de 2,39% para 1,8% ao mês para quem recebe salário na Caixa. O HSBC já cobrava 1,99%. O Bradesco, 1,97%. O BB tem hoje juro mínimo de 1,75% ao mês.

No caso do cheque especial, não houve nova redução, pois a Caixa continua com taxa abaixo das verificadas nos concorrentes (mínima de 1,35% e máxima de 4,27% ao mês).

"Com as novas reduções, a Caixa reafirma seu posicionamento de oferecer as melhores taxas de mercado e facilitar o acesso ao crédito a todos os cidadãos", afirmou o banco em comunicado.

Empresas. Para a pessoa jurídica, os cortes deram prioridade a produtos para micro, pequenas e médias empresas. As operações de capital de giro parcelado, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), passarão a ter juros que variam de 1,29% a 2,05% ao mês. A antecipação de recebíveis imobiliários (Construgiro) passa a ter taxa entre 0,97% e 1,46% ao mês, acrescidas de TR.

Os dois bancos estatais já haviam cortado os juros de forma "agressiva" no início de abril, de acordo com a orientação do governo de tirar o Brasil do ranking de países com maior spread bancário, que é a diferença entre o que o banco paga pelo dinheiro e o quanto ele cobra para emprestar aos clientes.

Nas duas últimas semanas, os grandes bancos privados (HSBC, Santander, Itaú e Bradesco) também reduziram suas taxas, o que levou o Banco do Brasil e a Caixa a anunciarem uma segunda rodada de cortes. Outro fator que contribuiu foi a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central, de 9,75% para 9% ao ano, quarta-feira.

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