Caixa: SFI trará mais riscos e recursos

A Caixa Econômica Federal (CEF) implementará a substituição da hipoteca pela alienação fiduciária para os novos contratos de financiamento habitacional com recursos próprios a partir do próximo mês. Essa alteração é desvantajosa para o mutuário, pois ele só recebe a transferência da posse ao quitar o empréstimo. Além disso, se ficar inadimplente por três meses, perde o imóvel. Atualmente, esse prazo é de 10 anos.Para o mutuário, o risco do crédito imobiliário por meio do SFI é muito maior na comparação com outras formas de financiamento, como a carta de crédito que vinha sendo adotada pela CEF para pessoas com renda mensal acima de 12 salários mínimos. Isso porque, como os contratos de financiamento habitacional são de longo prazo (até 20 anos), a possibilidade de surgir alguma dificuldade nesse tempo e o devedor não poder quitar as prestações por três meses é considerável.Veja o que já mudou nos planos de crédito imobiliário da CaixaDesde o mês passado, o adquirente de imóvel usado com renda mensal acima de 12 salários mínimos (R$ 1.812,00) só tem acesso ao empréstimo pretendido se fizer uma poupança prévia de 12 meses no valor da prestação do imóvel que quer comprar. Só o adquirente de imóvel novo ou em construção continua tendo acesso rapidamente à carta de crédito.Segundo um alto assessor da Caixa, isso poderá significar, a médio prazo, mais recursos para a habitação. Como fica mais fácil recuperar o imóvel, o risco diminui para quem empresta. Com isso, é mais provável que a CEF consiga recolher recursos no mercado para aplicar no financiamento de imóveis. Porém, para o consumidor, as novas regras podem dificultar a contratação de um crédito imobiliário, já que ele precisa acumular uma poupança enquanto, muitas vezes, precisa pagar também o seu aluguel. Veja mais informações sobre o financiamento de imóveis e, em especial, sobre o SFI nos links abaixo.

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