Cálculo de analistas mostra que desemprego subiu

Estimativa é do departamento econômico do HSBC; IBGE não divulgou dados de desemprego em razão de greve no Rio

Maria Regina Silva, da Agência Estado,

26 de julho de 2012 | 12h05

SÃO PAULO - A taxa de desemprego nas principais regiões metropolitanas, exceto Rio de Janeiro, pode ter mostrado uma ligeira alta em junho, de acordo com cálculos feitos pelo departamento econômico do HSBC. Segundo o banco, o desemprego deve ter passado de 5,70% em maio para 5,90% em junho, com ajuste sazonal. Em razão de greve de servidores no Rio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta manhã apenas os dados das demais regiões metropolitanas do País que fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) - Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Belo Horizonte foi a única a apresentar queda no desemprego em junho (de 5,1% em maio para 4,5% em junho).

De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação atingiu 6,5% da População Economicamente Ativa (PEA) na região metropolitana de São Paulo em junho, acima dos 6,2% de maio. No Recife, o desemprego ficou em 6,3%, após 5,9% no quinto mês de 2012. Em Salvador, a taxa saiu de 8,0% em maio para 7,9% em junho. Em Porto Alegre, a taxa desacelerou para 4,0% em junho, contra 4,5% no mês anterior.

Já na comparação com junho de 2011, o HSBC informou, em relatório enviado à imprensa e a clientes nesta manhã, que a taxa de desemprego, exceto o Rio, pode ter recuado de 6,50% para 6,10% no sexto mês de 2012. É importante ressaltar que em junho do ano passado, a taxa havia ficado em 6,20% nos seis locais pesquisados pelo IBGE.

Os números das cinco regiões metropolitanas ficaram em linha com o esperado pelo banco, que previa uma taxa de desemprego (incluindo Rio) de 5,70% em junho, contra 5,80% em maio. Dessazonalizada, a expectativa era de que a taxa sairia de 5,3% em maio para 5,5% em junho, mostra o relatório. Na pesquisa AE Projeções com 41 instituições do mercado, as estimativas, sem ajuste sazonal, iam de 5,10% a 5,90%, com mediana de 5,70%, no conjunto das seis regiões pesquisadas pelo IBGE.

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